Vitru, Banco BV, Aeris e mais: balanços do 2º tri de 2026 agitam a Bolsa

Vitru, Banco BV, Aeris e mais: balanços do 2º tri de 2026 agitam a Bolsa

Nesta quarta-feira (12), uma leva de companhias de diferentes setores divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. Entre os nomes que apresentaram seus números estão Vitru (VTRU3), Banco BV, Brisanet (BRST3), Viveo (VVEO3), Aeris (AERI3) e outras. Vamos aos destaques de cada uma.

**Vitru (VTRU3)**
A Vitru registrou lucro líquido ajustado (considerando imposto caixa) de R$ 159,9 milhões, um crescimento de 31,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com margem líquida de 24,2%. A receita líquida somou R$ 661,4 milhões, alta de 9,1% na comparação anual. O EBITDA ajustado atingiu R$ 278,0 milhões, avanço de 9,3%, com margem estável em 42,0%. Destaque para a captação no ensino semipresencial, que cresceu 35,3% e já representa 58% das novas matrículas. A companhia também reduziu sua alavancagem para 1,36 vez (dívida líquida/EBITDA) e gerou forte caixa.

**Banco BV**
O Banco BV apresentou lucro líquido recorrente de R$ 491 milhões no 2T26, alta de 6,8% ante o 2T25 e avanço de 2,0% em relação ao trimestre anterior. No semestre, o lucro recorrente totalizou R$ 972 milhões, com ROE de 15,6%. A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 102,3 bilhões, um recorde, crescendo 11,9% em 12 meses. A carteira de varejo subiu 12,2%, para R$ 73,4 bilhões, e a de atacado avançou 11,1%, para R$ 28,9 bilhões. Destaques operacionais: alta de 31,8% na carteira de Empréstimo com Garantia de Veículo (EGV), para R$ 5,9 bilhões, e crescimento de 52,2% no financiamento de veículos pesados usados, para R$ 4,0 bilhões. A margem financeira com clientes somou R$ 2,2 bilhões (+4,8% em 12 meses), e as receitas de serviços e corretagem de seguros alcançaram R$ 645 milhões (+15,9%). A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,9%, e o custo de crédito caiu 8,8%, para R$ 1,2 bilhão. O índice de Basileia foi de 15,9%, com CET1 de 11,8% e LCR de 170%.

**Brisanet (BRST3)**
A Brisanet viu seu lucro líquido disparar 319,4% na comparação anual, somando R$ 26,1 milhões. A receita líquida cresceu 16,0%, para R$ 475,9 milhões, e o EBITDA ajustado avançou 11,8%, chegando a R$ 200,0 milhões, com margem de 42% (ante 44% no 2T25). O grande destaque foi a base móvel, que saltou 90,4% em um ano, atingindo 1,07 milhão de clientes. A alavancagem caiu para 2,17 vezes (dívida líquida/EBITDA), mesmo com os investimentos na expansão da rede 5G.

**Viveo (VVEO3)**
A Viveo reduziu seu prejuízo líquido ajustado em 52,0%, passando de R$ 44,3 milhões para R$ 21,3 milhões. A receita líquida totalizou R$ 2,91 bilhões, alta de 3,4% ante o 2T25. O EBITDA ajustado avançou 21,8%, para R$ 216,7 milhões, com margem de 7,4% (expansão de 1,1 ponto percentual). A margem bruta melhorou para 16,6%, ante 15,0% um ano antes, refletindo ganhos em todos os canais. A desalavancagem continuou: a relação dívida líquida/EBITDA caiu de 4,33 vezes para 3,73 vezes.

**Bemobi (BMOB3)**
A Bemobi reportou lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no 2T26, crescimento de 30,1% em relação ao 2T25, impulsionado pelo avanço do lucro operacional e pela menor alíquota fiscal. A receita líquida subiu 29,8%, para R$ 227,3 milhões. O EBITDA ajustado cresceu 32,7%, para R$ 79,4 milhões, com margem de 34,9%, expansão de 0,8 ponto percentual.

Esses números mostram um cenário misto, mas com claros sinais de recuperação em alguns setores. Fique de olho nas próximas divulgações para ajustar suas estratégias de investimento.

Fonte: www.infomoney.com.br

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