A presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Anna Paulson, sinalizou nesta quinta-feira que novos aumentos na taxa de juros podem ser necessários para trazer a inflação de volta à meta de 2% do banco central dos Estados Unidos. Em um discurso preparado para um evento no Fed regional, Paulson afirmou que a inflação “continua teimosamente elevada” e que retorná-la a 2% é uma prioridade máxima. Ela se comprometeu a apoiar a trajetória de política monetária que alcance esse objetivo, enquanto monitora cuidadosamente os riscos para o mercado de trabalho.
Paulson, que tem voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), destacou que, se as condições evoluírem conforme suas expectativas, um aperto monetário adicional moderado pode ser necessário para ajudar a controlar a inflação. Esses foram seus primeiros comentários desde que o Fed elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na semana passada, para a faixa de 3,75% a 4,00%, como parte dos esforços para conter a inflação.
Ela apoiou a decisão de aperto, observando que “o equilíbrio dos riscos mudou” antes da reunião e que “a inflação subjacente mostrou pouco ou nenhum progresso”. As projeções divulgadas na reunião indicam um novo aumento dos juros antes do fim deste ano, embora os mercados futuros esperem elevações significativamente maiores.
O banco central enfrenta pressões contínuas de diversos fatores, incluindo as tarifas de importação do presidente Donald Trump e a alta nos preços da energia decorrente da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Paulson também mencionou que os fortes investimentos no setor de tecnologia estão contribuindo para elevar a inflação.
Segundo ela, a inflação subjacente está oscilando em uma faixa de cerca de 2,5% a 3%, e “o melhor que posso dizer sobre a inflação subjacente este ano é que ela não piorou”. Apesar disso, Paulson descreveu a economia como resiliente e mostrando sinais de maior dinamismo, com crescimento forte do consumo, expansão da inteligência artificial impulsionando investimentos e um mercado de trabalho estável, mesmo diante dos choques causados pelas tarifas e pelo conflito no Oriente Médio.
Fonte: www.infomoney.com.br



