Tite abre o jogo sobre Cruzeiro, polêmica com filho e decisões finais

Tite abre o jogo sobre Cruzeiro, polêmica com filho e decisões finais

Na sua apresentação como novo comandante do Botafogo, Tite não fugiu dos assuntos espinhosos. O treinador fez questão de revisitar sua rápida passagem pelo Cruzeiro, que durou cerca de três meses no início de 2026, e explicar o que deu errado na Raposa. A passagem terminou após uma sequência ruim no Campeonato Brasileiro, mas ele fez questão de contextualizar o momento.

Segundo Tite, logo depois de conquistar o Campeonato Mineiro, o time colecionou resultados negativos na Série A e passou os oito primeiros jogos sem vencer. Com isso, a equipe mineira amargava a lanterna da tabela, uma situação bastante delicada. O treinador atribuiu parte dos problemas às lesões e desfalques que assolaram o elenco logo no início da temporada, o que, na visão dele, impactou diretamente o desempenho da equipe.

“No Cruzeiro, em três meses fomos campeões mineiros, ganhando do Atlético Mineiro, tendo uma série de jogos pra jogar, inclusive com o Otávio, agora o goleiro, dando oportunidade. Não teve um bom início de Campeonato Brasileiro, porque também não dá pra ganhar tudo, não dá pra ter todas as variáveis da coisa, mas mantendo a saúde, não fazendo os atletas jogarem antes para expor, para machucar”, relembrou o treinador.

Mas não foi só sobre futebol que Tite falou. Ele também abordou a polêmica que envolveu seu filho, Matheus Bacchi, que atuava como auxiliar técnico no Cruzeiro. A situação gerou desconforto nos bastidores, com questionamentos sobre a influência de Bacchi nas decisões da equipe. Tite foi enfático ao esclarecer que, apesar de todo o trabalho em equipe, a palavra final é sempre dele.

“Sempre, em todos os processos, a decisão, que é dura e solitária, é do técnico. Ela é intransferível, não é negociável. O que tem sim é uma equipe de trabalho e que te traz e te municia de informações. Por exemplo, ontem, o Bellão (interino do Botafogo) fez no primeiro tempo com um modelo, veio para o segundo de uma outra forma, nós vimos, e no transcurso do jogo mudou. E a conversa era constante com o auxiliar, com o Marcelo”, explicou o novo técnico do Botafogo.

Ele ainda reforçou que a comissão técnica participa ativamente das atividades e situações específicas, mas a responsabilidade final recai sobre o treinador principal, independentemente da relação pessoal. “Então, isso faz parte de um contexto. Isso é trabalhar em equipe. E eu associo a sua pergunta à autonomia. Não tem autonomia de técnico para contratação de qualquer atleta. Ela tem é coparticipação, ela tem trabalho de equipe, ela tem uma série de componentes, ela tem que ser boa pro Botafogo. Ela não tem que ser boa pra mim. Eu não tenho essa pretensão, já tenho idade suficiente pra entender esse processo. Já o tinha antes. Então, ela tem que ser de forma conjunta, ela tem que ser de forma estrutural. E deixando bem claro: quem me conhece sabe que esse é um trabalho de equipe. E quem toma a decisão final sou eu”, finalizou Tite.

Agora, no Botafogo, Tite terá a chance de dar uma nova resposta à sua carreira. A expectativa é que ele consiga reencontrar o auge dos tempos de Seleção Brasileira e, principalmente, da época em que comandou o Corinthians e conquistou todos os títulos possíveis. É fato que o técnico é um grande nome, mas o desafio no Fogão será provar que ainda pode entregar resultados de elite.

Fonte: br.bolavip.com

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