São Paulo pode levar multa de R$ 1 milhão da Conmebol após duelo com Boca

São Paulo pode levar multa de R$ 1 milhão da Conmebol após duelo com Boca

O São Paulo pode ter sérios problemas financeiros fora das quatro linhas depois do empate em 1 a 1 com o Boca Juniors. A Conmebol instaurou um processo disciplinar para apurar uma série de ocorrências registradas na partida da última terça-feira, e algumas delas podem pesar no bolso do clube.

Entre os itens listados pela entidade estão o atraso do Tricolor para voltar ao gramado após o intervalo, manifestações atribuídas a Rafinha, executivo de futebol, contra a arbitragem, além do uso de sinalizadores pela torcida. O relatório também aponta problemas de conexão de internet durante o confronto.

O maior risco financeiro para o São Paulo está ligado justamente ao atraso no reinício do jogo. Segundo o documento da Conmebol, o time demorou cinco minutos além do tempo previsto para retornar após o intervalo.

Nas quartas de final da Copa Sul-Americana, o regulamento estabelece multa de 20 mil dólares por minuto para o clube e 15 mil dólares por minuto para o treinador. Com cinco minutos, o cálculo inicial chegaria a 175 mil dólares, cerca de R$ 900 mil.

Há, porém, um detalhe que pode elevar a punição. A denúncia aponta reincidência especificamente em relação a Dorival Júnior, com base no artigo 27 do Código Disciplinar da Conmebol.

Se a reincidência for confirmada no julgamento, a multa do treinador sobe de 15 mil para 20 mil dólares por minuto. Nesse cenário, o valor total poderia alcançar 200 mil dólares, aproximadamente R$ 1 milhão.

A situação, no entanto, tem uma nuance importante. O São Paulo já havia sido multado pela Conmebol após o jogo contra o Bolívar, mas a punição anterior não tratava do mesmo tipo de infração.

Naquela oportunidade, o clube foi enquadrado nos artigos 5.1.5 e 5.1.5.1, ligados ao protocolo de entrada no gramado. Já o artigo usado para o atraso no reinício após o intervalo é o 5.1.11.5.

Por isso, a punição anterior não configura automaticamente reincidência nesse caso específico. A análise sobre eventual agravamento da multa envolvendo Dorival depende do enquadramento feito pela Conmebol no novo processo.

O relatório disciplinar também cita Rafinha, executivo de futebol do São Paulo, por manifestações direcionadas à arbitragem depois da partida.

De acordo com o documento, o dirigente teria usado palavras consideradas ofensivas contra a comissão de arbitragem, alternando entre espanhol e português. Entre as expressões registradas estão “uruguaio filho da p…”, “nunca vai apitar mais que jogos de Sul-Americana”, “é uma vergonha” e “ladrão”.

Rafinha foi enquadrado nos artigos 11.2, letras “c” e “d”, do Código Disciplinar, que tratam de insultos e comportamento inadequado.

A ocorrência será analisada dentro do processo disciplinar aberto pela Conmebol. O relatório, portanto, registra a acusação e o enquadramento, enquanto a definição de eventual punição ficará para o julgamento.

Outro ponto do processo envolve o uso de sinalizadores por torcedores. Nesse caso, há reincidência direta, já que o São Paulo foi punido anteriormente pela Conmebol por uso de pirotecnia.

Após o jogo contra o Bolívar, o clube recebeu multa de 11 mil dólares, cerca de R$ 55 mil, relacionada ao uso de “pirotecnia” por torcedores dentro e fora do estádio.

No novo processo, o São Paulo voltou a ser denunciado pelos mesmos dispositivos: artigo 12.2 do Código Disciplinar e artigo 23 do Regulamento de Segurança.

Fonte: br.bolavip.com

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