O meia Bobadilla segue sendo um ponto de atenção no São Paulo. Já são mais de 30 dias longe dos gramados, e o clube trata o caso com cautela. Oficialmente, a justificativa é uma dor no joelho direito, mas a situação é mais delicada: o ligamento colateral medial foi afetado e o jogador ainda não está em plena forma.
Segundo apurado pelo Bolavip Brasil, o ligamento não sofreu ruptura nem estiramento, mas apresentou um problema que demanda cuidado especial. Quem conduz a recuperação é o departamento médico do Tricolor, que não tem a menor intenção de apressar o retorno do paraguaio.
A história também passa pela seleção do Paraguai. Bobadilla fez um esforço enorme para disputar a Copa do Mundo e, de acordo com fontes ligadas ao São Paulo, o clube entende que o tratamento realizado pela seleção não foi o mais indicado para a recuperação do joelho.
Bobadilla se desdobrou para jogar o Mundial
Antes da Copa, Bobadilla deixou o São Paulo e viajou mais cedo para se juntar ao Paraguai justamente para tratar o problema. O objetivo era claro: reunir condições de disputar o Mundial. E ele conseguiu. O meia entrou em campo em quatro partidas da Copa, sendo duas como titular e duas saindo do banco. Ficou de fora apenas da eliminação paraguaia diante da França.
Para aguentar essa sequência, porém, Bobadilla precisou fazer um sacrifício considerável. Segundo informações obtidas pelo Bolavip Brasil, o jogador recebeu infiltrações antes de todas as partidas que disputou no Mundial para controlar as dores.
A decisão partiu do próprio atleta, que avaliou que o risco valia a pena diante da chance de disputar uma Copa do Mundo pelo seu país. Para Bobadilla, era a realização de um objetivo pessoal importante.
São Paulo vê tratamento do Paraguai com ressalvas
O problema está exatamente na forma como o joelho foi conduzido naquele período. Pessoas do São Paulo ouvidas pela reportagem avaliam que o tratamento feito pelo Paraguai não foi o que o clube considera ideal para um atleta que ainda precisava recuperar completamente o ligamento.
As infiltrações permitiram que Bobadilla atuasse, mas não resolveram o problema por trás das dores. Quando voltou ao São Paulo, o meia novamente apresentou sintomas e precisou ser acompanhado pelo departamento médico.
Não há, por parte do clube, uma acusação pública contra a seleção paraguaia. A questão é uma avaliação interna sobre o processo de recuperação e sobre os riscos assumidos para permitir que Bobadilla disputasse o Mundial.
Meia tentou acelerar retorno contra o Boca
Depois de retornar ao São Paulo, Bobadilla também demonstrou vontade de voltar rapidamente aos gramados. O jogador queria estar disponível para enfrentar o Boca Juniors, mas foi vetado pela comissão técnica.
A avaliação interna foi de que não havia necessidade de acelerar a recuperação. O entendimento é que o meia precisa estar em condições físicas adequadas antes de voltar a atuar, justamente para evitar um novo episódio de dor e prolongar ainda mais o afastamento.
A decisão acabou sendo pela cautela. Em vez de tentar antecipar o retorno, o São Paulo optou por manter o tratamento e acompanhar a evolução do joelho.
Problema voltou após retorno aos jogos
A sequência recente ajuda a entender por que o clube adotou uma postura mais conservadora. Depois da Copa do Mundo, Bobadilla foi titular contra o Athletico-PR, mas voltou a sentir o problema no joelho.
Na sequência, ficou fora contra o Flamengo por causa das dores. Depois, voltou a ser relacionado e entrou no segundo tempo diante do Grêmio.
Contra o Bolívar, o paraguaio voltou a ser titular, mas sentiu novamente. Desde então, não conseguiu mais deixar definitivamente o departamento médico.
Fonte: br.bolavip.com



