A crise no Internacional atingiu um novo patamar. Depois do protesto da torcida organizada Camisa 12 no Beira-Rio, a permanência de Alessandro Barcellos à frente do clube virou o assunto mais quente nos bastidores colorados. O grupo foi claro: quer a saída imediata do presidente, que acumula marcas negativas e vê sua gestão ser questionada como nunca antes.
Mas, na prática, tirar Barcellos do cargo não é tão simples quanto parece. O Estatuto do Internacional é rígido e limita as possibilidades de uma saída antecipada. Na teoria, o caminho mais viável seria uma renúncia voluntária — algo que, nos bastidores, o presidente não demonstra vontade de fazer. Outra hipótese, bem mais remota, envolve a comprovação de irregularidades graves na administração, especialmente aquelas ligadas a crimes. Mas, até hoje, nunca houve um caso assim na história recente do clube.
Ou seja: por mais que a torcida grite, proteste e cobre, a pressão popular, sozinha, não tem força institucional para derrubar o mandatário antes do fim do seu mandato. A decisão, neste momento, está nas mãos do próprio Barcellos — e ele não parece disposto a abrir mão do poder.
A insatisfação, no entanto, é generalizada. A derrota para o Santos por 3 a 2, no último domingo (6), no Beira-Rio, foi a gota d’água para muitos colorados. O time segue oscilando no Campeonato Brasileiro, e a culpa, na visão da maioria da torcida, recai diretamente sobre a direção. Não é para menos: desde que assumiu, em 2021, Barcellos chegou à impressionante marca de 100 derrotas no comando do clube.
Os números são frios e reveladores. Foram 374 jogos em 2.071 dias de gestão, com 165 vitórias, 109 empates e esses 100 reveses — um aproveitamento de apenas 53,8%. Quase cinco anos de altos e baixos, com raros momentos de brilho e crises recorrentes, trocas de técnico e eliminações que doeram no torcedor.
O protesto da Camisa 12 aconteceu na segunda-feira (7), por volta das 12h30, em frente ao portão 5 do Beira-Rio. Cerca de 29 integrantes participaram do ato, que incluiu uma foto simbólica. Depois, o grupo seguiu para a sede da organizada, em um clima de tensão total nos bastidores.
A realidade é que o pedido de renúncia coloca Barcellos sob os holofotes como nunca. Mas, a menos que ele decida sair por conta própria — ou que surja alguma prova de irregularidade grave —, a tendência é que o presidente continue no cargo até o fim do mandato. A pressão aumenta, o time sofre em campo, mas o Estatuto, por enquanto, protege quem está no poder.
Fonte: br.bolavip.com



