O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, não escondeu sua preocupação com a suspensão das casas de apostas no Brasil. Em entrevista à Flamengo TV na noite desta segunda-feira (29), ele foi enfático ao afirmar que a medida terá um impacto devastador no futebol nacional. Para ele, a decisão reduzirá drasticamente a arrecadação do mercado esportivo e, consequentemente, o nível do esporte no país.
“Vai afetar muito! Você pode ter certeza de que os elencos do futebol no Brasil não terão os grandes jogadores que vocês estão vendo hoje. O pessoal da Argentina está felicíssimo, comemorando. O Brasil vai cair de nível no futebol”, declarou Bap, visivelmente incomodado.
O dirigente também destacou que a medida compromete o planejamento financeiro do clube para a próxima temporada. Segundo ele, o Flamengo deixará de arrecadar cerca de R$ 400 milhões, o que inviabiliza compromissos já assumidos, como o pagamento de Paquetá em janeiro.
“Como eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante para o Flamengo. Tudo que o Flamengo faz é dentro da lei. Mas essa medida compromete as receitas no futuro. Afeta a folha do futebol, as contratações que nós fizemos. Afeta os esportes olímpicos, renúncia fiscal”, explicou.
Bap ainda fez um apelo para que a decisão seja revista pelas instâncias superiores. “Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que têm todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória”.
O presidente rubro-negro também criticou a forma unilateral como a suspensão foi implementada. “Quando se trata de regulação, é tudo exaustivo. A tecnologia mostra que o que parece ótimo hoje, amanhã não é tão bom. Tem que ter ajustes. Agora, banimento unilateral, da forma que foi, no momento que foi, é difícil de entender (…). E causa uma apreensão enorme sobre os contratos”.
Sem as bets, o futuro do futebol brasileiro é incerto. Bap alerta que o clube não terá condições de honrar seus compromissos e precisará buscar alternativas, como novos patrocinadores, mas com valores muito inferiores aos atuais. “Nós vamos deixar de contratar reforços e contratar advogados”, afirmou.
“Nós não temos condições, hoje, de honrar os compromissos que nós assumimos baseados em contratos legais. Eu não tenho condição. Vamos buscar alternativas, novos patrocinadores, mas os valores serão muito abaixo dos atuais”.
Por fim, o mandatário fez um alerta sobre as consequências para o futebol nacional e até para a economia do país. “Vai haver um enfraquecimento ainda maior no futebol brasileiro e um fortalecimento do futebol argentino. Você não vai reduzir o endividamento do brasileiro médio com essa decisão. Tenha certeza absoluta disso”.
Fonte: br.bolavip.com



