Minidólar (WDOU26): suportes e resistências para operar nesta sexta

Minidólar (WDOU26): suportes e resistências para operar nesta sexta

Os contratos de minidólar com vencimento em setembro (WDOU26) fecharam a última sessão, quinta-feira (27/08), em alta de 0,31%, aos 5.167 pontos. O dólar à vista também subiu 0,21%, indo a R$ 5,1641. Esse movimento acompanhou a força da moeda americana frente às divisas emergentes, com o índice DXY em leve alta. Lá fora, os investidores digeriram as projeções da Nvidia e o pontapé inicial do simpósio de Jackson Hole. Por aqui, o Banco Central executou o chamado “casadão”: vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e comprou o equivalente no futuro. As contas externas também chamaram a atenção, com déficit em transações correntes maior que o esperado e investimento direto abaixo da projeção.

Para os traders de minidólar, o dia de hoje reserva emoção. O discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole pode trazer pistas sobre os juros americanos e turbinar a volatilidade do câmbio. Além disso, a direção do dólar ante as moedas emergentes, a reação do real aos dados das contas externas e os efeitos das operações do BC na B3 vão ditar o ritmo dos negócios.

**Análise do gráfico de 15 minutos**

No gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou a sessão em alta, retomando o fluxo positivo. O contrato superou a resistência do canal de baixa, um sinal que merece atenção, embora ainda precise de confirmação para sustentar uma recuperação mais consistente.

O ativo perdeu parte da força compradora ao longo do pregão e terminou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração indica maior equilíbrio no curtíssimo prazo e reforça a importância dos rompimentos para definir a próxima direção.

Para prolongar a alta nesta sexta, considero necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 5.170,5/5.179,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá avançar em direção a 5.194,5/5.214,5 pontos. Caso o fluxo comprador ganhe intensidade, o alvo mais longo estará na região de 5.239/5.250 pontos.

Em sentido contrário, uma retomada da baixa dependerá da entrada de volume vendedor e da perda do suporte em 5.164/5.148 pontos. Abaixo desse intervalo, a pressão vendedora poderá ganhar força e conduzir o minidólar a 5.142,5/5.122,5 pontos. Em uma queda mais prolongada, o próximo objetivo estará na faixa de 5.108,5/5.087 pontos.

**Análise do gráfico diário**

No gráfico diário, observo que o minidólar voltou a subir na última sessão, mas permanece em uma movimentação mais lateral e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Na minha avaliação, essa configuração ainda exige cautela, apesar da tentativa de recuperação.

Para dar continuidade ao movimento de alta, o contrato precisará superar inicialmente a região de 5.193/5.239 pontos. Acima dessa faixa, o fluxo comprador poderá ganhar força e abrir espaço para um avanço em direção a 5.268,5/5.303,5 pontos.

Por outro lado, uma retomada do fluxo vendedor dependerá da perda dos suportes em 5.142,5/5.087 pontos. Abaixo dessa região, a pressão de baixa poderá ser intensificada e levar o contrato à faixa de 5.016/4.946 pontos. O IFR (14) está em 48,96 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

**Análise do gráfico de 60 minutos**

No gráfico de 60 minutos, o minidólar também encerrou a última sessão com fluxo positivo e permanece entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mostra equilíbrio entre compradores e vendedores e deixa a definição do próximo movimento condicionada ao rompimento das regiões técnicas mais próximas.

Para prolongar a alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a resistência em 5.179,5/5.194,5. Fique de olho nesses níveis e ajuste sua estratégia conforme o volume aparecer. Lembre-se: no trading, a paciência e a gestão de risco são tão importantes quanto a análise técnica. Boa sorte nos seus trades!

Fonte: www.infomoney.com.br

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