Mini-Índice (WINV26): os pontos críticos que vão ditar o rumo nesta sexta

Mini-Índice (WINV26): os pontos críticos que vão ditar o rumo nesta sexta

Se você opera mini-índice, sabe que cada sessão traz um novo capítulo. E nesta sexta, o WINV26 — contrato com vencimento em outubro — chega em um momento de encruzilhada. O último pregão (27/08) fechou com leve recuo de 0,10%, aos 177.725 pontos, enquanto o Ibovespa, por outro lado, subiu 0,31% e marcou a sétima alta consecutiva, impulsionado pelo clima positivo em Wall Street após o balanço da Nvidia.

No cenário doméstico, a taxa de desemprego caiu para 5,3%, e o retorno de R$ 3,2 bilhões em capital estrangeiro entre 20 e 25 de agosto ajudou a segurar a bolsa, mesmo com o saldo negativo no mês. Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3) e Banco do Brasil (BBAS3) puxaram os ganhos, enquanto os juros futuros terminaram mistos, sem direção clara.

Agora, o que vai mexer com o seu trade hoje? O discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, marcado para as 11h, pode mudar o apetite ao risco lá fora — e aqui dentro também. Além disso, fique de olho no fluxo estrangeiro e no desempenho das ações mais pesadas, especialmente Petrobras e Vale. A reação de Wall Street será o termômetro: ou o mini-índice acompanha a possível oitava alta do Ibovespa, ou engata uma correção depois de tanto tempo subindo.

**Análise no gráfico de 15 minutos**

No curto prazo, o gráfico de 15 minutos mostra que o mini-índice fechou a última sessão em movimento negativo, abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Isso é um claro sinal de que a força compradora perdeu fôlego — e você precisa ficar atento a uma possível continuidade da queda.

Para que o movimento de baixa ganhe tração, é preciso que o fluxo vendedor rompa o suporte em 177.635/176.910 pontos. Se essa faixa for perdida, a pressão aumenta e o contrato pode buscar 176.395/175.970 pontos. E se o movimento negativo se estender, o alvo mais longo fica em 175.655/175.095 pontos.

No lado oposto, para retomar a alta, o mini-índice precisa superar a resistência em 178.280/179.135 pontos. Confirmado o rompimento, o caminho fica aberto para 180.050/180.450 pontos. Acima disso, o objetivo mais ambicioso está em 181.180/182.090 pontos.

**O que diz o gráfico diário**

No diário, o mini-índice caiu após quatro altas seguidas e formou um doji — aquele candle que mostra equilíbrio e indecisão entre compradores e vendedores. Na minha leitura, isso reforça a necessidade de confirmação do próximo movimento. Não dá para apostar em direção sem ver um rompimento claro.

Apesar do recuo, o contrato ainda está acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que preserva a recuperação recente. Para voltar a subir, o nível a ser superado é a resistência em 179.135/184.425 pontos. Acima dessa faixa, o primeiro alvo fica em 185.660/187.700 pontos.

Já se a queda continuar, fique de olho nos suportes em 175.220/167.975/165.250 pontos. Se esses níveis forem perdidos, o mini-índice pode buscar 158.715/154.000 pontos. O IFR de 14 períodos está em 55,25 pontos, o que indica que ainda há espaço para ambos os lados.

**Perspectiva no gráfico de 60 minutos**

No gráfico de 60 minutos, o mini-índice fechou em queda, mas permaneceu acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Isso ainda favorece os compradores, mas o recuo exige atenção aos suportes próximos.

Para retomar o fluxo de alta, é preciso volume para superar a resistência em 179.135/180.170 pontos. Acima dessa região, o contrato pode buscar 182.095/184.425 pontos. E se o movimento altista se estender, os próximos objetivos estão em 185.660/186.960 pontos.

Por outro lado, se a baixa continuar, o suporte a ser rompido é 176.100/173.875 pontos. Perdida essa faixa, o recuo pode ir até 172.000/170.230 pontos. Em um cenário vendedor mais forte, os alvos seguintes ficam em 168.555/167.975 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráficos elaborados por Rodrigo Paz.

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Lembre-se: no trading, informação é poder. Mas a decisão é sempre sua. Fique atento aos níveis e ajuste sua estratégia conforme o mercado reagir.

Fonte: www.infomoney.com.br

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