O imbróglio envolvendo a venda da SAF do Vasco ganhou mais um capítulo tenso. Nesta sexta-feira (4), oito credores do clube — sendo sete ex-jogadores e um ex-preparador físico — entraram com uma ação na Justiça para tentar travar todo o processo de transferência do controle para o empresário Marcos Lamacchia. A informação foi divulgada pelo ge.
O grupo, que integra a recuperação judicial do Cruzmaltino, contesta exatamente o modelo desenhado para a operação. Na visão deles, o formato atual destoa do que foi aprovado no plano de recuperação. E é aí que mora o principal ponto de conflito: enquanto a diretoria negocia a venda de 90% da nova SAF, os credores enxergam um desvio de finalidade no uso dos recursos.
A argumentação apresentada à Justiça é clara: o dinheiro previsto com a venda seria destinado ao futebol, mas o plano de recuperação determina que esses valores devem ser usados para quitar as dívidas que estão dentro do processo. Ou seja, para os credores, o avanço da negociação do jeito que está simplesmente não poderia acontecer.
Quem são os protagonistas dessa ação?
O grupo que assina a petição é composto por:
Flávio de Oliveira — ex-preparador físico;
William Barbio — atacante;
Douglas Silva — zagueiro;
Lucas Siqueira — volante;
Breno — zagueiro;
Lucas Kal — volante;
Willian Maranhão — volante;
Luiz Gustavo — zagueiro.
O advogado Thiago Rino lidera a defesa e sustenta que qualquer mudança no destino dos recursos só poderia ocorrer após uma nova assembleia de credores. Ou seja, antes de qualquer venda, o assunto teria que ser debatido e aprovado por quem realmente tem direito a receber.
O que exatamente os credores pedem?
A ação foi protocolada na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os pedidos incluem a suspensão do leilão por 30 dias, para que haja tempo hábil de uma assembleia analisar toda a situação. Além disso, eles querem interromper a constituição da nova SAF até que haja uma decisão definitiva sobre o caso.
Outro ponto interessante: o grupo também solicitou que o Ministério Público e o administrador judicial se manifestem em até 48 horas após serem notificados. Isso cria uma nova camada de análise e pode atrasar ainda mais o cronograma da venda.
O cenário, portanto, é de total indefinição nos bastidores. Enquanto a diretoria aposta na negociação com Lamacchia, um grupo significativo de credores tenta frear o processo na Justiça, alegando que as regras do jogo estão sendo mudadas no meio da partida. E você, o que acha dessa briga? Fica de olho porque essa novela promete ter muitos capítulos pela frente.
Fonte: br.bolavip.com



