O Vasco fez um dos melhores mercados de transferências da sua história recente, e isso não é exagero. As chegadas de Facundo Colidio e Santiago Sosa, além da iminente contratação de Deossa, não apenas reforçam o elenco, mas mudam a postura do clube na Copa do Brasil. Após chegar à final na temporada passada, o time carioca agora tem mais armas para sonhar alto — e, na minha visão, entra como favorito diante do Vitória.
Não estou dizendo que a classificação será fácil. Longe disso. Mas a diretoria vascaína demonstrou, com essas contratações, uma clara intenção de elevar o nível do grupo. A versatilidade é o grande trunfo. Colidio, por exemplo, pode atuar pelos lados, como segundo atacante ou até centralizado, dando ao treinador a liberdade de montar o time de acordo com o adversário. Com ele, Brenner e Andrés Gómez, o setor ofensivo ganha múltiplas combinações: Colidio pela esquerda, Brenner como referência e Gómez pela direita, ou ainda Colidio centralizado, com outra peça de finalização ao lado.
Já Santiago Sosa resolve um problema antigo: a saída de bola e a proteção à defesa. O argentino pode jogar como volante central, líbero ou até zagueiro, oferecendo mais opções para construir o jogo e ajustar o sistema defensivo durante as partidas. Isso dá ao Vasco uma flexibilidade tática que antes não existia.
E se Deossa chegar, o meio-campo ganha intensidade e qualidade ofensiva, características que podem elevar ainda mais o padrão do time. Com essas peças, o Vasco não pode ser visto apenas como um time que quer passar pelo Vitória. Se as contratações encaixarem e a evolução continuar, o clube pode entrar de vez na briga por uma campanha profunda e, quem sabe, voltar a sonhar com o título da Copa do Brasil. A mensagem é clara: o Vasco está de olho em algo grande.
Fonte: br.bolavip.com



