Rollheiser: Apatia em campo, pressão no Santos e a hora de acordar

Rollheiser: Apatia em campo, pressão no Santos e a hora de acordar

No futebol, chamar um jogador de ‘tiriça’ é apontar aquele que entra em campo sem vontade, quase como se estivesse fazendo um favor ao clube. E, sinceramente, é impossível não associar essa gíria ao que Rollheiser vem apresentando nas últimas partidas pelo Santos. O camisa 32, contratado a peso de ouro, parece desconectar do momento crítico que o Peixe vive, e isso está custando caro.

Nos confrontos contra o Macará, pela Sul-Americana, e contra o Mirassol, na Vila Belmiro, o argentino entrou no segundo tempo com uma postura que beira a displicência. Erros de passe que não podem acontecer em um jogador de alto nível, decisões equivocadas no terço final e uma competitividade que mais parece de quem está no piloto automático. No empate de 1 a 1 com o Mirassol, no último domingo (23), pela 24ª rodada do Brasileirão, Cuca tentou injetar criatividade ao time colocando Rollheiser aos 17 minutos do segundo tempo, no lugar de João Schmidt. O resultado? Decepção.

É claro que técnica ele tem. Rollheiser já mostrou lampejos de qualidade com a camisa do Santos. Mas o futebol exige muito mais do que habilidade. A competitividade é o que separa os bons dos grandes, e é exatamente aí que o argentino tem falhado. Esse comportamento, inclusive, explica em parte o fracasso dele no Benfica, onde nunca conseguiu se firmar. Não é só o preço — cerca de R$ 65 milhões, a contratação mais cara da história do clube — que pesa. É a responsabilidade de honrar a camisa que ele veste.

A torcida já começa a cobrar. E não é para menos. O Santos vive um momento delicado, lutando contra o rebaixamento, e não pode carregar jogadores que não estão 100% comprometidos. Se Rollheiser não mudar de postura, vai amargar o banco de reservas e virar alvo constante de críticas. A janela de oportunidade está se fechando.

O cenário fica ainda mais tenso com a proximidade do duelo decisivo contra o Palmeiras, nesta quarta-feira (26), pela Copa do Brasil, no Nubank Parque. Com a escalação de Neymar sob dúvida por causa do gramado sintético, o time precisa de soluções. Rollheiser tem a chance de calar os críticos e mostrar que ainda pode ser útil. Mas isso depende exclusivamente dele.

A hora é agora. Rollheiser precisa acordar, vestir a camisa com orgulho e entrar em campo com outra energia. O Santos não pode esperar. E se ele não entender isso, a torcida vai cobrar mais cedo ou mais tarde. Fica o aviso.

Fonte: br.bolavip.com

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