VAMO3: Lucro de R$ 101 mi no 2T26 surpreende e alavancagem atinge meta

VAMO3: Lucro de R$ 101 mi no 2T26 surpreende e alavancagem atinge meta

A Vamos (VAMO3) acaba de divulgar seus números do segundo trimestre de 2026, e o resultado mostra uma companhia em franca evolução. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 101,1 milhões, um salto de 21,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O mais impressionante é que, mesmo sem os ajustes, o lucro permaneceu praticamente estável, em R$ 101 milhões, já que o trimestre não contou com efeitos não recorrentes — algo raro e digno de nota.

O Ebitda ajustado também veio forte, somando R$ 971,5 milhões, com alta de 6,6% na base anual. Esses números chegam em um momento de transição importante: é o primeiro balanço sob a nova diretoria. Christian Hahn, que já fazia parte do grupo Simpar há cerca de nove anos, assumiu a presidência interina no lugar de Gustavo Couto. Hahn foi peça-chave na fundação da própria Vamos e ajudou a estruturar o segmento de concessionárias que mais tarde deu origem à rede Automob.

Mas as novidades não param por aí. Rodrigo Faria, o novo CFO e Diretor de Relações com Investidores, já deixou sua marca. Ele substitui José Cezário, que renunciou em agosto por motivos pessoais. Faria conhece a Vamos de perto desde o IPO, quando atuava como gestor na Sul América Investimentos, uma das maiores acionistas da oferta. ‘A gente tem mapeado sucessores. Eu tenho meu sucessor, todo mundo aqui tem sucessor’, afirmou, demonstrando confiança na estrutura da companhia.

Os executivos não esconderam a satisfação com a ‘limpeza’ do balanço. ‘Não tem absolutamente nada não recorrente. Fazia tempo que eu não via um trimestre tão limpo quanto o do segundo trimestre’, celebrou Faria. A receita líquida consolidada avançou 10,8%, chegando a R$ 1,56 bilhão. Um dos destaques foi a taxa de ocupação da frota, que atingiu 89% em junho — o maior nível desde 2020. Foi o quarto trimestre consecutivo de crescimento sequencial, e a empresa está a apenas 1 ponto percentual da meta de 90% estabelecida para o fim do ano.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, caiu de 3,39 vezes no 2T25 para 3,00 vezes, uma redução de mais de 10% em um ano. Esse número já alcança a meta que a companhia havia projetado para dezembro, antecipando-se ao cronograma. ‘A gente acelerou um processo que organicamente eu já estava fazendo. Isso me antecipou seis meses em relação ao alvo deste ano, sem diluição para o investidor’, explicou Faria, referindo-se ao aporte de R$ 600 milhões feito pelo BNDES Par via aumento de capital privado.

A dívida líquida fechou o trimestre em R$ 11,56 bilhões, uma queda de 6,1% na comparação anual. A companhia destacou que a maior geração de caixa operacional, combinada à menor necessidade de Capex e à injeção de capital, permitiu reduzir o saldo de dívida para fins de covenants em 4% em relação a março e amortizar a cessão de recebíveis pelo terceiro trimestre consecutivo.

No segmento de seminovos, o volume cresceu, e o Capex contratado somou R$ 1,55 bilhão no trimestre, alta de 59,6% ante o 2T25, com forte demanda do varejo e e-commerce. A mensagem da diretoria é clara: eficiência, autossuficiência e foco em rentabilizar cada ativo, seja via nova locação ou venda de unidades ociosas. Com esses números, a Vamos mostra que está no caminho certo para consolidar sua posição no mercado.

Fonte: www.infomoney.com.br

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