A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou uma medida decisiva nesta terça-feira (13): registrou oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o canal de WhatsApp batizado de “Exército do Lula”. A jogada veio depois de uma verdadeira queda de braço nos bastidores da Justiça Eleitoral, que resultou na derrubada do canal duas vezes por decisões conflitantes de ministros da Corte.
O impasse chegou ao fim com a intervenção do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, que suspendeu o canal até que a campanha formalizasse o registro e cumprisse outras exigências legais. Na decisão, o ministro deixou claro: Lula pode ser responsabilizado por qualquer irregularidade no uso do espaço, que agora é tratado como parte integrante da campanha eleitoral.
A confusão toda começou com uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o canal de espalhar informações falsas sobre propostas atribuídas ao senador — incluindo mudanças em regras de aposentadoria e programas sociais. Uma análise técnica do TSE, porém, não encontrou publicações falsas entre as mensagens examinadas. O problema? Parte do conteúdo tinha sido apagada antes da verificação, o que limitou o alcance da auditoria.
A acusação levou à primeira suspensão do canal, que havia sido revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, ainda no final de semana. Agora, com o registro oficial, o “Exército do Lula” entra de vez no tabuleiro da campanha — e sob os holofotes da Justiça Eleitoral.
Enquanto isso, o presidente segue anunciando medidas econômicas, como o “Pix MEI”, que promete conceder até R$ 5 mil para empreendedores, além de créditos e perdão de dívidas para microempreendedores. O cenário político e econômico segue quente — e você, investidor, precisa ficar atento aos desdobramentos que podem mexer com o mercado.
Fonte: www.infomoney.com.br



