Colômbia decide novo presidente: esquerda e direita se enfrentam nas urnas

Colômbia decide novo presidente: esquerda e direita se enfrentam nas urnas

Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a votar neste domingo para escolher o presidente que governará o país pelos próximos quatro anos. O cenário eleitoral reproduz a polarização de 2022, com três candidatos principais: um representante da esquerda, um outsider de direita com discurso populista e uma figura da direita tradicional. Todas as pesquisas de intenção de voto indicam que a disputa será resolvida apenas no segundo turno, marcado para 21 de junho.

O filósofo e senador Iván Cepeda, do partido de centro-esquerda Pacto Histórico (PH), lidera as pesquisas para o primeiro turno com cerca de 40% dos votos. Em segundo lugar, aparece o milionário advogado Abelardo Gabriel De la Espriella, do Defensores de la Patria, com aproximadamente 30% das intenções. Ele se autodenomina “El Tigre” e tem se aproximado de líderes conservadores como Javier Milei (Argentina), Nayib Bukele (El Salvador) e Donald Trump (EUA). Sua campanha foca em valores familiares e segurança pública, temas que ressoam fortemente com parte da sociedade.

A senadora de direita Paloma Valencia, do Centro Democrático, aparece em terceiro lugar com pouco mais de 18% das intenções de voto, segundo a média dos levantamentos. Nas últimas semanas, ela perdeu força e se distanciou estatisticamente de De la Espriella.

A eleição lembra a de 2022, quando o atual presidente Gustavo Petro chegou à reta final na frente de Rodolfo Hernández e Federico Gutiérrez, ambos da direita. Para o segundo turno, há cenários incertos: algumas pesquisas mostram De la Espriella à frente por margem estreita, enquanto outras mantêm o favoritismo de Cepeda, sustentado por uma recuperação na aprovação do governo Petro após medidas recentes sobre impostos e mercado de trabalho.

A polarização entre esquerda e direita promete uma reta final intensa, com o país dividido entre propostas progressistas e um discurso linha-dura, influenciado pelo chamado “efeito Bukele” que já se espalha pela América Latina.

Fonte: www.infomoney.com.br

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