Pressão em alta: Harry Massis enfrenta fogo cruzado no São Paulo

Pressão em alta: Harry Massis enfrenta fogo cruzado no São Paulo

A temperatura subiu nos bastidores do Morumbi. Harry Massis, presidente do São Paulo, está sentindo o peso da pressão aumentar consideravelmente. O motivo? Uma combinação explosiva de atrasos financeiros e disputas políticas internas que ameaçam sua continuidade no poder. Em conversas apuradas pelo Bolavip Brasil nesta sexta-feira, lideranças de diferentes espectros políticos do clube deixaram claro: o desgaste da atual gestão pode inviabilizar uma eventual candidatura de Massis à reeleição no fim do ano.

A eleição presidencial do São Paulo está marcada para dezembro, e o cenário já começa a fervilhar. Nos corredores do clube, o nome do atual presidente é cada vez mais discutido — e nem sempre de forma favorável. A sequência de problemas financeiros e políticos transformou Massis em alvo não apenas da oposição, mas também de setores da própria situação. É um cerco que se fecha por todos os lados.

Grupos políticos já ensaiam alternativas

Segundo apuração do Bolavip Brasil, Leandro Alvarenga, do Somos SPFC, não estaria disposto a trabalhar pela candidatura de Massis. O grupo é uma nova formação política que surgiu após a dissolução do antigo bloco ligado a Douglas Schwartzmann e Dedé. Outro nome que circula nos bastidores é o de Vinícius de Medeiros, atual coordenador do Legião. A avaliação é de que Medeiros também não defende a permanência de Massis como candidato à presidência na próxima eleição.

No grupo Participação, o cenário não é diferente. Tênis, que coordena o grupo atualmente, não seria favorável à candidatura de Massis. Pessoas ligadas ao próprio Participação enxergam o coordenador como um possível nome para disputar a presidência do clube. Já a situação dentro do grupo ligado a Chapecó é um pouco mais ambígua: o próprio Chapecó mantém proximidade com Massis, mas existem integrantes que também não defendem a candidatura do atual presidente.

Vanguarda ainda é o principal apoio — mas com ressalvas

Entre os principais grupos políticos, o Vanguarda aparece hoje como o núcleo que mais sustenta a possibilidade de Massis buscar a reeleição. No entanto, mesmo dentro do próprio grupo, há quem avalie que outro nome poderia ser mais competitivo. Adilson é citado internamente como uma alternativa por integrantes que entendem que o desgaste de Massis pode pesar em uma disputa eleitoral.

O ponto em comum entre diferentes setores é a percepção sobre a imagem do atual presidente. Mesmo com as medidas adotadas pela gestão e a tentativa de reorganizar algumas áreas do clube, existe a leitura de que Massis sofreu um desgaste considerável perante parte da torcida. Isso não significa que a candidatura esteja descartada — Massis continua presidente e ainda pode trabalhar para reconstruir sua imagem e buscar apoio político até dezembro. O cenário, porém, tornou-se bem mais complicado do que era anteriormente.

Crise financeira é o combustível da pressão

A situação financeira é um dos principais fatores que explicam o aumento da pressão. O São Paulo atrasou pela primeira vez em muito tempo os salários registrados em carteira dos jogadores e ainda convive com direitos de imagem pendentes. Além disso, o clube enfrenta a possibilidade de um novo transfer ban por causa da dívida com o Novorizontino pela compra de Jorginho. O São Paulo recebeu um prazo para regularizar a situação, mas, até o momento, não existe uma previsão concreta de pagamento.

O cenário se soma à discussão envolvendo o contrato com a Ticketmaster. A operação é vista pela diretoria como uma alternativa importante para gerar caixa, mas o acordo está sendo analisado por uma comissão criada no Conselho Deliberativo para apurar as condições do processo de escolha da empresa. É mais um capítulo de incerteza em um ambiente já turbulento.

O que está em jogo?

Massis precisa equilibrar o caos financeiro, reconstruir sua imagem política e ainda lidar com grupos internos que já ensaiam alternativas. O prazo até dezembro é curto, e cada movimento errado pode custar caro. A pressão aumenta, o cerco se fecha e o futuro do São Paulo — dentro e fora de campo — está mais incerto do que nunca. Fique ligado, porque essa disputa promete fortes emoções.

Fonte: br.bolavip.com

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