Massis e Olten selam acordo e votação da Ticketmaster avança no São Paulo

Massis e Olten selam acordo e votação da Ticketmaster avança no São Paulo

Nos bastidores do São Paulo, um entendimento entre o presidente Harry Massis e Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, destravou um dos temas mais quentes do clube. O contrato com a Ticketmaster será submetido à votação do Conselho Deliberativo no dia 29 de setembro, após semanas de atrito entre a diretoria e o órgão liderado por Olten.

A aproximação ocorre no momento em que Massis decidiu arquivar a representação que pedia a expulsão de Olten do quadro social. O pedido envolvia uma acusação de falsidade ideológica, mas o inquérito acabou arquivado pelo Ministério Público e, depois, de forma definitiva pela Justiça.

Esse novo cenário representa uma guinada importante na relação entre os dois dirigentes. Massis recuou de uma frente de confronto político, enquanto Olten colocou em pauta o contrato que a gestão atual considera vital para o caixa do São Paulo.

Votação da Ticketmaster tem data marcada

A votação foi agendada para 29 de setembro, às 18h30, quando os conselheiros vão analisar a proposta da Ticketmaster para assumir a gestão da venda de ingressos do Morumbis.

O contrato já recebeu aval do Conselho de Administração, mas ainda dependia do Conselho Deliberativo para entrar em vigor. A proposta prevê a substituição da Total Acesso a partir de 2027 e abrange outros direitos ligados à operação do estádio.

A diretoria enxerga a aprovação como essencial para o planejamento financeiro. Em áudio divulgado anteriormente, Massis já havia demonstrado preocupação com a falta de recursos caso o acordo não saísse do papel.

R$ 140 milhões no centro da negociação

O ponto que mais atrai a atenção da atual administração é a antecipação de R$ 140 milhões prevista no acordo. O montante é composto por R$ 110 milhões de antecipação financeira e outros R$ 30 milhões referentes à gestão do camarote 29A.

Os R$ 110 milhões seriam liberados em até 45 dias após a assinatura, em formato de empréstimo, com devolução pelo São Paulo ao longo de cinco anos e juros atrelados ao CDI mais 1,99%. Já os R$ 30 milhões dizem respeito ao direito de administrar o camarote por cinco anos.

A operação é vista pela diretoria como uma forma de dar fôlego imediato ao fluxo de caixa e honrar compromissos que pressionam o clube.

Elenco está entre as prioridades

Uma das maiores preocupações da gestão Massis é justamente a situação financeira envolvendo os jogadores. Os direitos de imagem estão atrasados, e a diretoria conta com os recursos da operação para regularizar essas pendências.

O acordo já era tratado internamente como uma das principais alternativas para colocar os pagamentos em dia. Reportagens anteriores mostraram que a diretoria estabeleceu o fim de setembro como prazo para tentar solucionar os débitos com o elenco.

Por isso, a votação ganhou ainda mais peso. Para Massis, não se trata apenas de definir quem administrará a bilheteria do Morumbis no futuro, mas também de viabilizar recursos para enfrentar uma crise financeira imediata.

Olten havia criado comissão para analisar contrato

A relação entre os dois dirigentes, no entanto, esteve longe de ser tranquila durante o processo. Olten havia criado uma Comissão de Análise de Contrato para estudar a proposta da Ticketmaster depois de receber questionamentos da NewC, empresa que participou da concorrência.

A comissão foi criada exatamente para analisar as alegações apresentadas pela concorrente e produzir um parecer antes de uma eventual votação.

O movimento provocou forte reação de Massis, que entendia que a demora poderia comprometer o planejamento financeiro do clube. A diretoria chegou a defender publicamente que o processo havia seguido os trâmites internos e que a propos…

Fonte: br.bolavip.com

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