O Grêmio saiu do Beira-Rio com um empate sem gols no primeiro duelo das quartas de final da Copa do Brasil. Tecnicamente, não foi uma partida brilhante, mas, considerando o momento do time e a pressão de um clássico, o resultado deixa a disputa totalmente em aberto para o jogo de volta, que será na Arena, diante da torcida gremista.
No primeiro tempo, a postura do Grêmio agradou. A equipe teve mais posse de bola, controlou o território e mostrou uma tranquilidade que andava sumida em jogos recentes. O time conseguiu sair jogando com calma, sem aquela afobação que atrapalhava a construção das jogadas.
O problema foi transformar esse domínio em chances reais. O Grêmio circulou a bola, tentou avançar, mas pecou no último passe e na precisão das finalizações. Jovane Cabral, titular no início, foi um dos pontos fracos: errou passes simples, participou pouco e, quando podia acelerar, recuava. A substituição no começo do segundo tempo foi natural.
Luís Castro mexeu no time, colocando Braithwaite e Amuzu nos lugares de Carlos Vinícius e Jovane. As mudanças deram outra cara ao ataque, principalmente pela movimentação e pela tentativa de Amuzu de quebrar linhas em jogadas individuais.
Após os dez minutos do segundo tempo, o Internacional cresceu, assumiu o controle e pressionou. Mas, mesmo com mais posse, também não criou grandes oportunidades. E isso tem nome: a defesa do Grêmio foi sólida como um todo.
O sistema defensivo gremista foi o grande destaque. Não foi só mérito dos zagueiros; houve uma proteção coletiva exemplar. O meio-campo se fechou, os jogadores se entregaram na recomposição e os espaços foram fechados quando o Inter tentava aumentar a pressão.
Noriega fez uma partida absurda. À frente da zaga, deu segurança, combateu, protegeu o setor e impediu que o Inter encontrasse caminhos pelo meio. Villasanti também foi gigante: correu, marcou, ajudou na sustentação e apareceu nos momentos de maior disputa física.
Na defesa, Kannemann usou a experiência para fazer um jogo seguro. Wallace confirmou o bom momento, com firmeza nas intervenções e personalidade para sair jogando. Diego Caíto, mais uma vez, foi bem, participando bastante pelo lado direito e mostrando disposição do início ao fim.
O Grêmio tentou explorar o lado direito com aproximações e ultrapassagens, mas errou muitos passes e cruzamentos. A intenção existiu, faltou qualidade para transformar essas jogadas em perigo real.
O clássico ainda teve as confusões de sempre. Carlos Vinícius se envolveu em um lance com Bruno Gomes e, na queda, acabou acertando o rosto do adversário com a chuteira. Os colorados pediram o segundo amarelo, o que gerou mais tensão em campo.
No fim, o 0 a 0 deixou tudo em aberto. Agora, a decisão será na Arena, com a torcida empurrando o Grêmio rumo à semifinal.
Fonte: br.bolavip.com



