A direção do Internacional precisou suar a camisa antes de finalmente encaminhar a contratação de Eduardo Baptista. Depois de demitir Paulo Pezzolano, o clube gaúcho fez contato com nada menos que sete treinadores — e ouviu ‘não’ de boa parte deles. O caminho até o atual comandante do Criciúma foi mais tortuoso do que se imaginava.
Segundo levantamento obtido, Eduardo Coudet, Jair Ventura, Luis Zubeldía e Maurício Barbieri foram procurados em duas ocasiões cada. Diego Aguirre recebeu uma investida, enquanto Rafael Lacerda e Enderson Moreira ficaram apenas na sondagem inicial. Ou seja: o Inter mapeou o mercado, insistiu em alguns nomes, mas esbarrou em recusas e entraves contratuais.
Coudet, que já tem história no Beira-Rio, apareceu duas vezes no radar colorado. O argentino conhece bem o futebol brasileiro, mas não houve avanço para um retorno. Já Jair Ventura, atualmente no Vitória, era visto como um bom nome por sua fama de salvar times na zona de rebaixamento — mesmo assim, recusou a primeira investida e a conversa não prosperou.
Luis Zubeldía chegou a ser considerado ficha 1 por parte da cúpula. O problema? Tempo de contrato e a disposição do argentino para abraçar o projeto. A negociação foi tratada como difícil desde o início. Maurício Barbieri, por sua vez, tem o aval de Abel Braga, com quem trabalhou no Vasco em 2023, mas está preso a um vínculo com o Juventude, que briga pelo acesso na Série B. Isso travou qualquer acordo.
Diego Aguirre, com passagem pelo clube e experiência no Brasil, também recebeu uma investida — sem avanço. Rafael Lacerda, da Chapecoense, foi sondado, mas o contato não virou proposta oficial. Enderson Moreira seguiu o mesmo roteiro: apenas sondagem. Diante das portas fechadas, a direção ampliou o leque de opções.
Toda essa novela escancara o desafio do Inter: encontrar um treinador disposto a assumir o time em meio a uma crise esportiva, com a pressão de reagir no Brasileirão e a urgência de iniciar um novo trabalho. Não era só questão de dinheiro — envolvia projeto, tempo e momento.
Depois de tantas tentativas frustradas, Eduardo Baptista virou o nome mais próximo de fechar. O acordo está muito bem encaminhado, e o Colorado pode pagar R$ 600 mil de multa ao Criciúma para liberar o profissional. A expectativa é de que o anúncio saia ainda nesta terça-feira (22), mas tudo depende dos últimos detalhes — Baptista ainda comanda o Criciúma contra o Operário antes de bater o martelo.
O presidente do Criciúma garante que ainda não foi notificado oficialmente, embora destaque a boa relação com Alessandro Barcellos. A negociação precisa ser formalizada entre os clubes antes do anúncio definitivo.
A chegada de Eduardo Baptista acontece num momento crítico: o Inter está na zona de rebaixamento e precisa se reerguer rápido. O novo comandante terá a missão de reorganizar o time e buscar a reação na reta final do Brasileirão. A pressão é grande, mas a chance de virar o jogo também.
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