Fernando Diniz no Corinthians: a teimosia que pode custar caro ao Timão

Fernando Diniz no Corinthians: a teimosia que pode custar caro ao Timão

A noite deste domingo (30) foi mais um capítulo preocupante para o Corinthians. A derrota no clássico contra o Santos, pela terceira vez consecutiva no Brasileirão, escancarou o que já vinha se desenhando: um time sem repertório ofensivo e vulnerável defensivamente. Antes, o Timão já havia tropeçado diante de Cruzeiro e Coritiba, e a sensação é de que algo precisa mudar urgentemente.

É claro que ninguém espera milagres de um elenco limitado, e qualquer treinador enfrentaria dificuldades com esse grupo. Mas, convenhamos, o Corinthians tem qualidade para entregar mais do que tem mostrado. O time até mantém a posse de bola, mas fica aquela impressão de que ninguém sabe exatamente o que fazer com ela. Faltam aproximações, falta criatividade, falta o famoso ‘último passe’. E o que sobra? Uma dependência exagerada da bola aérea, que, para um clube da grandeza do Alvinegro Paulista, é pouco, muito pouco.

A verdade é que Fernando Diniz está repetindo no Corinthians o mesmo padrão que marcou suas passagens por Vasco, Fluminense, Athletico-PR e São Paulo. Nos primeiros meses, a empolgação toma conta, o time responde bem, e tudo parece caminhar para um final feliz. Mas, quando a primeira crise chega, ele não consegue encontrar o botão de reiniciar. A equipe entra em espiral, e a impressão é de que ele se apega às mesmas ideias, sem se reinventar.

E o momento não poderia ser mais delicado. Além da sequência ruim no Brasileirão, o Corinthians tem pela frente um duelo decisivo contra o Estudiantes de La Plata, pela Libertadores. Se a postura não mudar, o risco de ver o time flertando com a zona de rebaixamento e se complicando na competição continental é real.

Quando Diniz chegou ao clube, eu vi nele uma identificação com o Corinthians que não havia visto em outros trabalhos. Achei que, dessa vez, poderia ser diferente. Mas a realidade tem mostrado o contrário. Agora, a responsabilidade é toda dele. Cabe a Diniz provar que pode superar essa fase, deixar a teimosia de lado e encontrar soluções. Caso contrário, a pressão só vai aumentar — e com razão.

Fonte: br.bolavip.com

Compartilhar