Delcir Sonda está de volta ao noticiário do Internacional. O empresário fez uma doação de R$ 20 milhões para auxiliar o clube no pagamento de salários atrasados e, de repente, voltou a ser figura central nos bastidores do Beira-Rio. Mas engana-se quem pensa que ele é novidade por ali. A relação com o Colorado já dura mais de vinte anos, recheada de empréstimos, investimentos e participações em contratações que ficaram marcadas na história recente do time.
Agora, o nome de Sonda surge novamente atrelado ao xadrez político do clube. Conforme apuração do Bolavip Brasil, existe a chance de o empresário integrar uma eventual gestão de Roberto Melo, caso o pré-candidato vença a eleição presidencial no fim do ano. A ideia ventilada nos bastidores é que Sonda ocupe uma vice-presidência eleita e faça parte do Conselho de Gestão. Nada está fechado, é claro: tudo dependerá da montagem da chapa e da disposição do próprio empresário.
De onde vem a fortuna de Sonda?
A trajetória empresarial de Delcir Sonda fincou raízes no Rio Grande do Sul. Nascido em Erechim, ele deu os primeiros passos ao lado da família, transportando feijão para São Paulo. Com o crescimento dos negócios, a família migrou para o setor de supermercados e ergueu a rede Sonda, que depois ganhou forte presença no estado paulista.
Foi justamente desse patrimônio construído no varejo que nasceu a incursão de Sonda no futebol. O empresário passou a investir diretamente em jogadores e criou a DIS, braço da família voltado aos negócios esportivos. A empresa chegou a participar de operações envolvendo dezenas de atletas, incluindo nomes como Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Estimativas publicadas sobre o patrimônio de Sonda apontam para uma fortuna na casa dos bilhões de reais. O número de R$ 5 bilhões, mencionado em reportagens, deve ser encarado como uma estimativa de patrimônio, e não como uma avaliação oficial de seus bens.
A relação com o Inter começou antes de D’Alessandro
A aproximação de Sonda com o Internacional se deu em 2004, quando o empresário participou de uma festa de aniversário do clube. No ano seguinte, veio o primeiro negócio entre as partes: a contratação do atacante colombiano Wason Rentería.
A partir dali, Sonda passou a se envolver em outras operações do Colorado. Em 2006, durante a disputa da Libertadores, emprestou dinheiro para ajudar o clube a quitar compromissos. Depois, participou da chegada de Nilmar e de outros jogadores que vestiram a camisa do Beira-Rio.
O negócio mais emblemático, porém, aconteceu em 2008. Sonda ajudou financeiramente o Inter na contratação de Andrés D’Alessandro, que deixou o San Lorenzo para se tornar um dos maiores ídolos da história colorada. O empresário ficou com participação nos direitos econômicos do argentino.
Outras contratações também tiveram o dedo de Sonda, como Kléber, Luis Bolaños, Charles Aránguiz, Anderson, Carlos Luque e Nico López. Essa parceria fez do empresário uma figura recorrente nas movimentações do futebol colorado.
A ligação com Roberto Melo
Sonda e Roberto Melo já estiveram juntos em uma eleição presidencial do Internacional. Em 2023, o empresário apoiou a candidatura de Melo e chegou a ser anunciado como futuro vice-presidente de investimentos no futebol caso a chapa vencesse. Naquele pleito, Alessandro Barcellos acabou reeleito.
Naquela época, Melo também explicou que a participação de Sonda poderia estar ligada à ideia de ajudar o clube a voltar a conquistar títulos e deixar um legado, inclusive com projetos estruturais. O empresário, portanto, já havia sido colocado anteriormente dentro de uma possível estrutura administrativa colorada.
Agora, três anos depois, o cenário voltou à tona. A doação de R$ 20 milhões foi articulada por Roberto Melo, que se encontrou pessoalmente com Sonda em São Paulo e comunicou a Alessandro Barcellos.
Fonte: br.bolavip.com



