Diniz teve tempo, respaldo e pausa: agora é hora de reagir

Diniz teve tempo, respaldo e pausa: agora é hora de reagir

Fernando Diniz ganhou exatamente o que pediu. A diretoria do Corinthians lhe deu respaldo, as lideranças do elenco fecharam com ele e, o mais importante, veio o tempo. A pausa para a Data Fifa caiu como uma luva: dias preciosos para corrigir a rota, recuperar peças desgastadas e armar uma reação consistente.

Sendo assim, o duelo contra o Internacional muda o tom da conversa. Até agora, dava para debater desfalques, lesões, a ausência de treinos e até os problemas extracampo. Nada disso sumiu. Mas chegou a hora de Diniz provar, dentro das quatro linhas, que o trabalho dele pode gerar algum resultado prático.

O cenário ficou ainda mais tenso porque o Timão amargou seis derrotas seguidas nessa sequência: Cruzeiro, Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo e Fluminense. No mesmo recorte do primeiro turno, Dorival Júnior somou quatro empates e duas derrotas antes de sair. A comparação não sentencia o futuro de Diniz, mas acende um alerta vermelho.

**Diniz teve tempo para trabalhar; agora precisa entregar resposta**

O que mais me incomoda é ver o Corinthians ainda tratando o problema como se faltasse alguma condição para Diniz trabalhar. Faltou tempo? A pausa resolveu. Faltaram jogadores? Alguns estão voltando. Faltou respaldo? O treinador teve.

Ninguém espera que 17 dias transformem a equipe da água para o vinho. Não é isso. Mas algum sinal de evolução tem que aparecer. Seja na organização, na intensidade, na confiança ou na simples capacidade de competir os 90 minutos. O torcedor precisa sentir que o período sem jogos serviu para algo.

**Apoio ao treinador não pode virar blindagem**

Marcelo Paz, Osmar Stabile e jogadores importantes já demonstraram confiança na continuidade de Diniz. Isso tem seu valor. Trocar de treinador agora seria mais uma ruptura numa temporada já conturbada.

O Corinthians tem 32 pontos, apenas três acima do primeiro time dentro do Z-4. Depois de seis derrotas consecutivas no Brasileirão, não há discurso de confiança que esconda a urgência de reagir.

O reencontro com o Internacional também aumenta o peso da partida. Foi contra o Inter que a sequência de adversários que hoje pressiona Diniz começou a ficar ainda mais preocupante.

Diniz recebeu o que precisava: tempo, respaldo e chance de reorganizar o time. Agora, a cobrança é outra. Não dá mais para esperar pela próxima pausa, pelo próximo jogador que volta ou por uma condição ideal que provavelmente nunca vai existir.

Fonte: br.bolavip.com

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