Defesa do Cruzeiro: o calcanhar de Aquiles que Artur Jorge precisa resolver

Defesa do Cruzeiro: o calcanhar de Aquiles que Artur Jorge precisa resolver

O sistema defensivo do Cruzeiro se tornou um verdadeiro pesadelo para o técnico Artur Jorge nesta temporada. Se a equipe mineira não conseguir arrumar essa casa, dificilmente vai terminar o Campeonato Brasileiro entre os quatro primeiros e garantir vaga direta na fase de grupos da próxima Libertadores. É simples: sem defesa sólida, não há objetivo cumprido.

A fragilidade cruzeirense vem sendo escancarada jogo após jogo. O exemplo mais gritante foi a derrota por 4 a 2 para o Red Bull Bragantino, quando, com apenas 30 minutos, o placar já marcava 3 a 0, após três erros clamorosos da defesa. Ficou nítido onde estão os buracos do time em 2026.

Durante toda a temporada, os adversários aprenderam a explorar esse setor como uma mina de ouro. Até o goleiro Otávio, que vinha sendo um dos poucos a se salvar, falhou feio no primeiro gol do time paulista e poderia ter feito mais no segundo. Mas aí não se trata de um erro isolado: é todo o sistema defensivo falhando na bola aérea, outro terror celeste. Qualquer cruzamento na área vira uma chance claríssima de gol para o rival. Some a isso as transições em contra-ataque, que deixam a defesa exposta quase sempre.

Além dos problemas coletivos, individualmente a coisa também não anda bem. Quando relembramos os jogos decisivos, dá para ver o quanto esses erros pesaram nas eliminações da Copa do Brasil e da Libertadores, e por que o time já não briga mais pelo título do Brasileirão — algo que era esperado no começo do ano, dados os investimentos feitos.

Comecemos pelos dois duelos contra o Flamengo. Na ida, o Cruzeiro abriu 1 a 0, mas em uma falta a defesa não conseguiu cortar o cruzamento e o Fla empatou no Mineirão, deixando o time em situação confortável para a volta. No segundo jogo, o Flamengo explorou as costas do lado direito para marcar seus dois gols.

Na eliminação para o Atlético-MG na Copa do Brasil, as falhas voltaram a falar mais alto. O gol de empate atleticano saiu de mais um erro pelo lado direito, com o goleiro Otávio deixando o canto aberto para a finalização. No jogo de volta, o problema foi inverso: a expulsão do zagueiro Villalba, que jogou improvisado na lateral-esquerda após a má fase do titular Rojas.

Individualmente, nomes como Fabrício Bruno, William, Villalba, Rojas e, em alguns momentos, Fagner deixaram a desejar. Como já dito, até o jovem goleiro Otávio, que chegou à Seleção Brasileira por grandes atuações e por evitar resultados ainda piores, também cometeu falhas que prejudicaram o time.

O treinador Artur Jorge tem a missão de consertar esses problemas o mais rápido possível para que o time alcance seu objetivo nesta reta final. Mas, para o ano que vem, esses erros precisam ser corrigidos para que o clube não amargue mais um ano sem grandes conquistas.

Um dos caminhos pode ser o mercado de contratações. Talvez tenha chegado a hora de encerrar alguns ciclos no time celeste e buscar novos reforços que tragam solidez e segurança para a defesa. O tempo está correndo, e a Raposa não pode se dar ao luxo de patinar novamente.

Fonte: br.bolavip.com

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