O empate em 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, no último domingo (22) pela Neo Química Arena, deixou um rastro de polêmica que foi muito além das quatro linhas. O árbitro central da partida, Rodrigo José Pereira de Lima, relatou na súmula que precisou de ajuda da Polícia Militar para chegar ao vestiário após ser hostilizado por funcionários do clube paulista.
Segundo o documento oficial, logo após o apito final, a equipe de arbitragem foi abordada em frente ao vestiário por pessoas identificadas com a camisa do Corinthians. Dois deles, identificados como Leonardo Carnevale (gerente de marcas e Novos Negócios) e Mauro Van Basten (observador técnico), teriam gritado ofensas direcionadas ao juiz, como ‘Sempre contra a gente, safado, tá de sacanagem’.
O relato é grave: Pereira de Lima afirmou que foi necessária a utilização de força por parte do efetivo policial para que ele e sua equipe conseguissem entrar no vestiário destinado a eles, evidenciando um clima de tensão extrema.
A atuação da arbitragem já era o centro das críticas de ambos os lados durante a partida. O Corinthians, que atuou com um homem a mais durante todo o segundo tempo após a expulsão de Evertton Araújo (aos 6 minutos), não conseguiu converter a vantagem numérica em vitória.
Do lado corintiano, Marcelo Paz questionou um pênalti não marcado a favor de André e pediu publicamente que o árbitro não apitasse mais jogos do time. Já no Flamengo, José Boto criticou a expulsão de Evertton e a falta marcada contra Gabriel Paulista, que acertou o rosto de Jorginho. A polêmica, portanto, encontrou um epílogo preocupante nos corredores do estádio, envolvendo a segurança dos próprios árbitros.
Fonte: br.bolavip.com



