O destino de Gabigol para 2027 continua em aberto, mas o Cruzeiro já deixou claro como não pretende conduzir a situação. Enquanto o Santos demonstra interesse em manter o atacante, a Raposa sinaliza que está aberta a negociar — desde que seja do jeito dela.
A informação veio do jornalista Samuel Venâncio, que conversou diretamente com Pedro Lourenço, dono da SAF cruzeirense. O recado foi objetivo: nada de repetir o modelo atual. Ou seja, o Cruzeiro não aceita emprestar Gabigol novamente arcando com qualquer parcela do salário.
Vale lembrar que, nesta temporada, o clube mineiro já divide os vencimentos do jogador com o Peixe. E esse cenário, segundo Lourenço, não se repetirá em 2027 para nenhum atleta que não esteja nos planos do time.
Além disso, o dirigente desmentiu os rumores que circularam na manhã de terça-feira. De acordo com ele, o Santos não procurou o Cruzeiro até o momento para tratar de uma negociação. “O Pedro Lourenço disse o seguinte: pode informar aí. Sobre o Gabriel, não teve nenhuma procura do Santos até o momento. O Cruzeiro ainda não definiu a situação do jogador. Mas um novo empréstimo com o Cruzeiro pagando parte do salário está descartado”, revelou Samuel Venâncio.
O jornalista foi além e trouxe uma declaração que soa como política interna para o futuro: “O Pedro ainda disse o seguinte: no ano que vem, qualquer jogador que não for aproveitado pelo Cruzeiro, não vai ter mais isso de o Cruzeiro emprestar jogador pagando parte do salário. Isso foi o que o Pedro me disse e que poderíamos informar na Samuca TV. É a palavra dele”.
Do outro lado, o Santos já manifestou publicamente o desejo de transformar o empréstimo em contratação definitiva. O presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, destacou que a diretoria pretende viabilizar o negócio após o período de cessão, impressionada com o rendimento do atacante com a camisa santista.
“Mas o planejamento para o ano que vem é nítido que o Gabriel vivia uma fase anterior em outros clubes, né? Dos últimos dois clubes, já sabíamos, já prevíamos ao menos que ele, dentro de casa, com sua identificação com o Santos, com a torcida, com a sua história, poderia reviver os bons momentos”, afirmou Teixeira.
O mandatário santista também ponderou sobre o calendário político do clube: “A tendência é o Santos fazer a sua parte, com a diretoria fazendo até um limite e aguardar, lógico, o processo eleitoral para que aí, sim, ao final dele, a gente tenha a possibilidade da continuidade desses contratos ou não”.
Agora, a bola está com o bom senso financeiro. O Cruzeiro fez um investimento pesado para trazer Gabigol depois que ele não renovou com o Flamengo, incluindo luvas altas e um salário robusto. Mesmo com o empréstimo ao Santos, a Raposa segue pagando uma fatia considerável todo mês.
Com uma folha salarial inchada, o clube mineiro precisa enxugar despesas para reformular o elenco e voltar a brigar por títulos grandes no Brasil e na América do Sul a partir de 2027. Liberar espaço no orçamento, portanto, não é capricho — é estratégia.
Fonte: br.bolavip.com



