A noite desta quinta-feira (6) parecia escrita para uma daquelas viradas históricas. Com mais de 40 mil vozes ecoando na Neo Química Arena, o Corinthians fez a sua parte, venceu o Internacional por 2 a 1, mas o esforço heroico não foi suficiente para reverter a vantagem gaúcha. O placar agregado de 3 a 2 decretou o fim da caminhada alvinegra nas oitavas de final da Copa do Brasil.
A derrota por 2 a 0 no jogo de ida, em Porto Alegre, pesou como uma âncora. Mesmo diante do apoio ensurdecedor da torcida, o Timão não conseguiu o terceiro gol que levaria a decisão para os pênaltis. O sonho do bicampeonato consecutivo do torneio se desfez em um misto de raça e frustração.
Agora, o Internacional aguarda o sorteio da CBF, marcado para a próxima terça-feira (11), no Rio de Janeiro. Os possíveis adversários do Colorado na fase de quartas são Palmeiras, Santos, Grêmio, Vitória, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro.
**Uma estratégia diferente, mas insuficiente**
Ciente da necessidade de reverter o placar, Fernando Diniz abandonou a construção curta que tanto caracteriza seu estilo. Com Pedro Raul como referência, o Corinthians apostou em ligações diretas e cruzamentos, tentando explorar o jogo aéreo. A escolha moldou a atuação no primeiro tempo, com o time paulista controlando as ações e finalizando dez vezes. O problema? Faltava precisão. Os cruzamentos não encontravam alvos, e Rodrigo Garro, peça-chave na criação, ficou apagado, preso entre os zagueiros colorados.
Aos 42 minutos, a insistência finalmente foi recompensada. Garro cobrou falta, Gustavo Henrique desviou de cabeça, o goleiro Matheus Cunha fez a defesa parcial, e o próprio zagueiro aproveitou o rebote para abrir o placar. Era o resultado que mantinha a esperança viva.
**Um segundo tempo de tirar o fôlego**
A etapa final começou com um balde de água fria. Aos 13 minutos, Alan Patrick aproveitou um chutão de Matheus Cunha, ganhou a dividida de Gabriel Paulista e encontrou Bernabei infiltrando pela esquerda. O lateral bateu na saída de Hugo Souza, empatou o jogo e recolocou o Inter em uma posição confortável. O Corinthians, então, precisava de dois gols para levar a decisão aos pênaltis.
A pressão aumentou, mas o padrão de jogo de Diniz desapareceu. As trocas rápidas de passes deram lugar a bolas alçadas na área, em uma tentativa desesperada de furar a defesa colorada. Aos 25 minutos, a recompensa veio: Matheus Bidu levantou na segunda trave, Matheus Cunha hesitou na saída, e Pedro Raul, livre na marcação, cabeceou para o fundo das redes. A Arena explodiu, e o time ganhou novo fôlego.
**O fim melancólico**
Nos minutos finais, o Timão cercou a área do Inter como um touro furioso. Aos 40, Matheuzinho acertou um chute de fora da área na trave após um bate e rebate. Era o último suspiro. O Colorado, sólido, suportou a blitz e confirmou a classificação, encerrando um jejum de seis anos sem chegar às quartas de final da Copa do Brasil.
Para os corinthianos, fica o gosto amargo de uma noite em que a vitória veio, mas a classificação escapou. A queda é dura, mas o time mostrou caráter. Resta agora digerir a eliminação e focar nos próximos desafios.
Fonte: br.bolavip.com



