Na última segunda-feira (28), o GE confirmou um movimento que pode mudar de vez os rumos financeiros do Corinthians: a diretoria enviou à Caixa Econômica Federal (CEF) uma proposta para quitar a dívida da Neo Química Arena. Esse é um dos assuntos mais espinhosos do clube nos últimos anos, e a ideia agora é resolver de vez essa pendência.
A estratégia central é ousada: o Timão sugere que a CEF assuma os naming rights do estádio, que hoje pertencem à Hypera Pharma. A oferta ainda será debatida na reunião do Conselho Diretor do banco estatal, ou seja, nada está fechado. Mas o simples fato de a proposta existir já acende uma luz no fim do túnel para o torcedor alvinegro.
Segundo a avaliação interna do Corinthians, os naming rights valem cerca de R$ 70 milhões por temporada. Isso é bem acima dos R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, que a atual patrocinadora paga desde 2020, quando o contrato foi assinado. A diferença é gritante e mostra o potencial de receita que o clube enxerga nesse ativo.
Mas o projeto não para por aí. A proposta também inclui outros ativos: lançamento de títulos de capitalização, transferência de toda a operação financeira do clube (contas e pagamento de salários) para o banco e cartões para o programa Fiel Torcedor. É um pacote completo, que mexe com várias áreas e pode destravar um novo patamar de arrecadação.
Agora, o ponto que realmente interessa: com essa situação resolvida, o Corinthians passaria a contar com uma receita adicional considerada muito alta. E isso reflete diretamente na relação com a torcida, que teria ainda mais motivos para frequentar o estádio, sabendo que cada real gasto vai contribuir para o clube.
Desde a inauguração da Neo Química Arena, em 2014, o Timão já arrecadou aproximadamente R$ 724,2 milhões em bilheteria com jogos do time masculino como mandante. Isso dá uma média de cerca de R$ 60,3 milhões por ano em renda bruta de bilheteria. É dinheiro que faz diferença, especialmente em um cenário financeiro conturbado como o atual.
Para você ter uma ideia mais clara, vale conferir os valores ano a ano:
2014: R$ 36,6 milhões
2015: R$ 73,2 milhões
2016: R$ 57,2 milhões
2017: R$ 36,9 milhões
2018: R$ 59,3 milhões
2019: R$ 61,1 milhões
2020: R$ 7,35 milhões (pandemia)
2021: R$ 14,58 milhões (pandemia)
2022: R$ 91,92 milhões
2023: R$ 85,69 milhões
2024: R$ 85,64 milhões
2025: R$ 114,7 milhões
Em 2025, o faturamento foi recorde, provando que essa quantia pode ser atingida com o apoio do torcedor. Mas atenção: esses valores representam a receita bruta de bilheteria, não o lucro líquido.
E aqui vai um alerta importante: o Corinthians não fica integralmente com esses valores. Existem despesas operacionais, impostos, segurança, manutenção, arbitragem e outros custos relacionados aos jogos. Para saber quanto realmente chegaria na conta do Timão caso a proposta seja aceita pela CEF, o mais adequado é analisar quanto da receita de bilheteria efetivamente sobra após todos esses descontos.
Independentemente do valor final, uma coisa é certa: diante do cenário caótico financeiro vivido atualmente, todo e qualquer lucro é bem-vindo. E vai contribuir muito para o planejamento do clube, seja para pagamento de contas, salários, contratações ou dívidas. O Corinthians precisa respirar, e essa proposta pode ser o fôlego que faltava.
Fonte: br.bolavip.com



