O Corinthians vive um dilema clássico de fim de ciclo: renovar ou não com peças experientes? E André Carrillo, aos 35 anos, é exatamente o centro dessa balança. Com contrato até 31 de dezembro de 2026, o peruano tem seu nome sendo discutido internamente, e a tendência é que ele continue por mais uma temporada — mas a decisão final só sai nos próximos meses, quando a diretoria sentar para alinhar o planejamento de 2027.
A situação financeira do clube não permite erros. Por isso, cada renovação é analisada com lupa. Carrillo chegou de graça em setembro de 2024, vindo do Al-Qadsiah, da Arábia Saudita, e a contratação teve dedo direto de Ramón e Emiliano Díaz, que já conheciam o jogador de outras paragens. Até aqui, a aposta no veterano se mostrou acertada: são 106 jogos com a camisa alvinegra, 63 como titular, três gols e cinco assistências, além de participação direta nas conquistas do Paulista e da Copa do Brasil em 2025 e da Supercopa Rei em 2026.
Mas aí vem o outro lado da moeda. O salário de R$ 900 mil mensais pesa no orçamento, e o histórico físico recente acende um alerta. Carrillo não completa 90 minutos há um bom tempo — na temporada, só conseguiu isso duas vezes: contra o Cruzeiro, em fevereiro, e diante do Rosario Central, em agosto. A relação custo x utilização é o principal argumento contra a renovação, mesmo com o aval de Fernando Diniz, que valoriza a experiência do peruano, e de Marcelo Paz, que sabe do desejo do atleta em permanecer no Parque São Jorge.
O que joga a favor de Carrillo é a versatilidade. Ele pode atuar como segundo volante, ajudando na marcação, ou como ponta, usando o controle de bola para cadenciar as jogadas e entregar cruzamentos precisos. Foi justamente nessa função mais ofensiva que ele brilhou em alguns momentos, mostrando que a idade não apagou a inteligência de jogo. A diretoria vai se reunir nas próximas semanas para discutir todas as renovações que terminam em 31 de dezembro, e o nome de Carrillo estará na mesa. A tendência é positiva, mas o desfecho depende de um equilíbrio fino entre o que ele ainda pode entregar em campo e o que o clube pode pagar sem comprometer o futuro.
Fonte: br.bolavip.com



