O Santos tomou uma decisão que ainda vai dar muito o que falar. O lateral-direito JP Chermont, de apenas 20 anos, foi negociado com o Sharjah FC, dos Emirados Árabes, por US$ 3,5 milhões — algo em torno de R$ 18,1 milhões. Parece pouco, não é? E é justamente aí que mora a polêmica.
Formado nas categorias de base do Peixe, Chermont foi emprestado ao Coritiba no início do ano e simplesmente brilhou com a camisa do clube paranaense no Brasileirão. Mostrou personalidade, qualidade técnica e uma maturidade que poucos jovens da idade dele apresentam. Não à toa, chamou atenção de olheiros e torcedores.
Agora, imagine a cena: o Santos, pensando já em 2027, poderia ter segurado o garoto. Afinal, Cuca tem pouquíssimas opções na lateral direita — basicamente Igor Vinícius e Rodinei. Chermont seria uma alternativa e tanto, ainda mais por ser versátil: ele também joga pelo lado esquerdo, onde Escobar é o titular absoluto.
E não para por aí. Na Série B de 2024, sob o comando de Fábio Carille, o menino deu show. Foram 31 partidas, dois gols e quatro assistências. Números respeitáveis para um lateral. Depois, em 2025, perdeu espaço após a contratação questionável de Mayke, ex-Palmeiras. Ou seja: em vez de apostar no que é da casa, o clube foi buscar um nome de fora.
A saída de Chermont acende um alerta vermelho: será que a base do Santos está sendo tratada apenas como fonte de receita? Com Cuca, talentos como Bontempo e Gustavo Henrique até ganharam mais minutos, mas o cenário ainda está longe do ideal. É um ponto que merece atenção urgente da diretoria.
Outros nomes também precisam ser olhados com carinho: Samuel Pierri, Davizinho, Mateus Xavier e João Ananias. No caso de Mateus, a situação é ainda mais complexa. Ele quase foi parar no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 5 milhões de euros (cerca de R$ 28,9 milhões), mas a diretoria alvinegra voltou atrás. Ufa! Por pouco não perderam mais um talento.
A verdade é que o torcedor santista merece ver seus crias tendo chance de verdade. Vender cedo demais pode até aliviar o caixa no curto prazo, mas enfraquece o time e a identidade do clube no longo prazo. Fica a reflexão: será que o Santos deveria ter pensado duas vezes antes de vender JP Chermont? A resposta parece óbvia.
Fonte: br.bolavip.com



