O Palmeiras terá uma mudança significativa nos bastidores de sua casa. O banco BTG Pactual assumiu o controle da operação do Nubank Parque, estádio que recentemente ganhou esse novo nome, e permanecerá à frente da arena até 2044, quando se encerra o contrato firmado entre o clube e a WTorre.
Apesar da troca no comando, a relação do Verdão com o estádio não sofrerá alterações drásticas neste primeiro momento. O Palmeiras continuará administrando a arena nos dias de seus jogos, e as partidas do clube seguirão tendo prioridade na programação do espaço.
O BTG passa a ser o sócio majoritário da estrutura, enquanto a WTorre permanece como acionista e terá assento no Conselho de Administração do estádio. O pré-contrato da operação será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), etapa necessária para negociações desse porte. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, e confirmada pelo Bolavip Brasil.
Na prática, o torcedor palmeirense não deve perceber grandes mudanças no funcionamento do Nubank Parque de imediato. O calendário continuará sendo organizado para conciliar os jogos do Palmeiras com shows, eventos e outras atividades na arena. Em compromissos decisivos, as partidas do Verdão seguirão sendo priorizadas.
A equipe responsável pela operação também será mantida. Marcelo Frazão continuará no comando do Nubank Parque, e os contratos já firmados com patrocinadores e promotores de eventos serão preservados. Além disso, a relação financeira entre Palmeiras e estádio não será alterada pelo negócio. O clube possui um contrato de direito de superfície com a WTorre para a administração da arena até 2044, motivo pelo qual não participou diretamente da negociação entre a WTorre e o BTG. Após o término do contrato, o Verdão poderá assumir a operação do estádio ou negociar uma nova parceria.
A entrada do BTG no controle do Nubank Parque também pode sinalizar uma nova fase de investimentos na arena. O projeto prevê ampliar o uso de tecnologia no estádio, principalmente para melhorar a experiência dos torcedores. Entre as possibilidades estão ferramentas para reduzir filas, agilizar o acesso a informações e utilizar recursos de inteligência artificial e internet. A ideia é transformar a experiência do público durante jogos e eventos, com uma estrutura cada vez mais conectada. Para o Palmeiras, portanto, a mudança representa principalmente uma alteração no controle administrativo da arena, e não uma ruptura na relação com o estádio.
Embora o BTG passe a ser o sócio majoritário, a WTorre não deixará completamente a estrutura do Nubank Parque. A construtora continuará como acionista e terá um representante no Conselho de Administração. A equipe que atualmente trabalha na operação também será mantida neste primeiro momento.
O acordo ocorre após uma movimentação financeira envolvendo o grupo BTG. Ainda em 2024, a Enforce, gestora de créditos pertencente ao grupo BTG Pactual, adquiriu uma dívida de aproximadamente R$ 650 milhões da WTorre com o Banco do Brasil. O débito estava relacionado à construção da arena. Em abril, a WTorre também havia negociado os naming rights do estádio com o Nubank, em uma operação que contou com a aprovação do BTG e já sinalizava uma mudança na estrutura de controle da arena.
Apesar da troca no controle da operação, o modelo de repasses ao Palmeiras será preservado conforme o contrato vigente. Nos primeiros cinco anos da parceria com a WTorre, o clube recebeu 5% das receitas da arena.
Fonte: br.bolavip.com



