A escolha de Abel Ferreira para o confronto contra o Botafogo, neste domingo (6), já nasceu cercada de polêmica. Jhon Arias, que se tornou peça-chave no esquema do Palmeiras desde que chegou, começou a partida no banco de reservas. A decisão pegou muitos torcedores de surpresa e rapidamente virou assunto nas redes sociais, com críticas pesadas ao treinador antes mesmo da bola rolar.
O colombiano vinha sendo usado com frequência e se firmou como uma das principais válvulas de escape ofensiva do Verdão. Sua versatilidade é um trunfo: pode atuar pelas pontas ou flutuar mais perto dos atacantes, sempre com movimentação inteligente que dá dinâmica ao time. Por isso, vê-lo fora dos titulares contra um adversário direto na briga pelo título gerou estranheza imediata.
No lugar de Arias, Abel escalou Felipe Anderson, Mauricio e Lucas Evangelista ao lado de Flaco López no setor ofensivo. A formação, no papel, parecia mais encorpada no meio, mas abria mão de velocidade nas transições — justamente o que o Palmeiras mais precisaria diante de um Botafogo que costuma impor ritmo alto.
A torcida não perdoou. Nas redes, internautas apontaram o que consideram um erro claro de leitura do jogo. “Espero estar errado, mas o Palmeiras não tem velocidade alguma. Arias no banco só pode ser questão física. Não faz sentido ele ter condições e perder a posição para o Evangelista. Palmeiras precisa vencer. Se não, deixará escapar o Brasileiro pelo segundo ano consecutivo”, disparou um palestrino.
Outro torcedor foi ainda mais incisivo: “Abel Ferreira já meteu formação com 3 zagueiros e 3 laterais. Agora ele tá metendo 3 volantes. Quer dizer: o Jhon Arias e o Vitor Roque não podem atacar, mas o Lucas Evangelista pode? Pq eu aposto a vida com vcs que verei ele como um 10 ou ponta”, criticou.
A insatisfação não se limitou à escalação em si. Muitos enxergam a ausência de Arias como um sintoma de um problema maior: a dificuldade do time em transformar posse de bola em chances reais de gol. O colombiano, com sua capacidade de quebrar linhas e acelerar jogadas, seria a peça ideal para resolver esse nó. Sem ele, o Palmeiras tende a ficar previsível e lento, algo que o torcedor já vem observando ao longo da temporada.
O contexto torna a decisão ainda mais arriscada. O Palmeiras disputa três frentes simultaneamente — Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores — e precisa administrar o elenco com cuidado. Mas o jogo contra o Botafogo tinha peso direto na tabela. A vitória do Flamengo sobre o Remo, horas antes, colocou o time carioca na liderança momentânea, aumentando a pressão sobre o Verdão para não tropeçar.
Nesse cenário, Arias ficou como uma carta na manga para Abel. Se for acionado, pode dar outra cara ao ataque. Mas a dúvida que fica é: por que esperar um momento de aperto para usar quem poderia resolver desde o início? O tempo — e o placar — dirão se a aposta do treinador foi certeira ou mais um capítulo de teimosia que custa caro.
Fonte: br.bolavip.com



