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Samuel Lino rebate: vaias a Prestianni não têm a ver com Vini Jr

Samuel Lino rebate: vaias a Prestianni não têm a ver com Vini Jr

O Flamengo fechou sua passagem por Portugal com o pé direito. No último amistoso, vitória por 2 a 1 sobre o Benfica, em Algarve, e o Troféu de Algarve na mala. Samuel Lino e Wallace Yan marcaram os gols rubro-negros, enquanto Pavlidis descontou de pênalti. Mas o assunto que pegou fogo fora das quatro linhas foi a reação da torcida e do time ao argentino Gianluca Prestianni, que entrou no segundo tempo e foi vaiado. Motivo? O envolvimento dele no caso de racismo contra Vinícius Júnior na última Champions. Só que, segundo Samuel Lino, isso não passa de coincidência – e o Flamengo não age por vingança.

“O jogador do Flamengo é isso, jogo duro. Não há isso de jogador que tem problema com a gente ou com alguém que passou pelo clube. O que aconteceu não é da nossa conta. Claro que Vinícius é um jogador especial, mas dentro desse jogo não teve nada a ver. Já entramos com jogo duro e é assim que é o Flamengo”, declarou o atacante à DAZN. Uma resposta direta, sem rodeios, que tenta cortar qualquer narrativa de retaliação.

O amistoso, aliás, foi quente desde o início. Aos 27 minutos do primeiro tempo, Jaden Umeh teve que sair após uma entrada forte de Emerson Royal. Prestianni entrou em seu lugar e, de cara, passou a receber faltas duras – o que só aumentou a tensão. Em um dos lances, as comissões técnicas trocaram xingamentos e quase partiram para a briga. Teve até gente segurando o técnico Leonardo Jardim para evitar que o bicho pegasse de vez. Um clima que, convenhamos, não é incomum em clássicos europeus, mas que ganhou contornos especiais pela história recente.

Agora, o elenco volta ao Rio de Janeiro para fechar a preparação no Ninho do Urubu. O próximo compromisso é contra a Chapecoense, no dia 22, pelo Brasileirão. Enquanto isso, o caso Vini Jr segue gerando ondas: Prestianni foi suspenso por seis jogos pela Uefa, pena ampliada mundialmente pela Fifa, e o episódio motivou a criação da “Lei Vini Jr”, que prevê cartão vermelho para jogadores que esconderem a boca durante discussões – protocolo já usado na Copa do Mundo. Mas, para Samuel Lino, o Flamengo joga duro porque é assim que se faz, não por causa de ninguém.

No fim das contas, a mensagem é clara: o time rubro-negro não está ali para fazer justiça com as próprias mãos, mas para vencer. E que venham os próximos desafios.

Fonte: br.bolavip.com

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