Os contratos do mini-índice com vencimento em junho (WINM26) fecharam a última sessão, 13 de maio, com uma forte queda de 2,04%, atingindo 179.105 pontos. Esse movimento ampliou a pressão vendedora e levou o ativo a testar novas regiões de suporte, intensificando o cenário de cautela no mercado doméstico.
A queda do mini-índice acompanhou o Ibovespa, que despencou quase 2% no mesmo dia, impulsionado pelo aumento das incertezas políticas no Brasil. A repercussão de notícias envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro elevou a aversão ao risco dos investidores, pressionando bolsa, dólar e juros futuros ao longo da sessão.
Enquanto isso, no exterior, o cenário foi mais positivo. Wall Street registrou ganhos após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, e o petróleo recuou, aliviando parte das preocupações com a inflação global. Ainda assim, o índice brasileiro sofreu com as quedas de Petrobras (PETR4) e dos bancos, mesmo com a alta de Vale (VALE3). Para quem opera mini-índice, o ambiente segue de alta volatilidade, com o fluxo local e o cenário político ganhando protagonismo no curto prazo.
**Análise gráfica de 15 minutos**
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice fechou mais uma sessão sob forte pressão vendedora, mantendo-se abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça a continuidade do movimento negativo.
Para que a queda se intensifique, é preciso romper o suporte em 178.790/178.425. Se essa faixa for perdida, o índice pode acelerar as perdas rumo a 178.080/177.165, com alvo mais longo em 176.630/175.100.
Por outro lado, uma recuperação depende da superação da resistência em 179.390/180.155. Caso esse nível seja rompido, há espaço para avanço até 182.220/182.740, com projeção mais longa em 183.185/184.090.
**Análise gráfica diária**
No gráfico diário, o índice segue em forte tendência de baixa, operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos e ampliando o movimento corretivo iniciado nas últimas semanas.
O IFR (14) está em 29,95, entrando em região de sobrevenda, o que, combinado com o afastamento das médias, sugere possibilidade de repiques técnicos no curto prazo. No entanto, o fluxo predominante continua vendedor, e o ativo ainda mira faixas mais baixas.
Para uma retomada mais consistente da alta, é necessário superar a região de 184.090/188.255/192.600, mirando inicialmente 195.430/197.040. Já a perda de 178.790/176.630 pode intensificar a correção, com próximos suportes em 171.780/170.470.
**Análise gráfica de 60 minutos**
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice mantém forte viés de baixa, operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos e preservando o domínio vendedor.
Para a queda continuar, é preciso romper o suporte em 178.790/178.425. Se isso ocorrer, o índice pode buscar 176.630/175.100, com alvos mais longos em 174.195/172.515.
Já uma recuperação mais consistente depende da superação da resistência em 180.400/183.185. Acima desse nível, o ativo pode avançar até 184.090/184.965, com projeções mais longas em 185.915/188.255.
Fonte: Nelogica. Análise técnica por Rodrigo Paz.
Fonte: www.infomoney.com.br


