A contratação do goleiro Josimar Évora Dias, o Vozinha, pelo Colo-Colo gerou uma polêmica inesperada. O jogador, que brilhou na Copa do Mundo de 2022 defendendo Cabo Verde, não poderá estampar seu apelido na camisa do clube chileno. A razão? Uma regra rígida da liga local, que exige que os atletas usem apenas o sobrenome paterno ou materno nas partidas.
De acordo com as diretrizes do Campeonato Nacional da Primeira Divisão da ANFP, o que deve aparecer no uniforme é o sobrenome de família. Assim, Vozinha terá que usar “Dias” ou “Évora Dias” enquanto defender o Colo-Colo. A situação só pode mudar se o clube solicitar uma autorização especial à federação chilena, mas até lá, o apelido que o tornou famoso mundialmente fica de fora.
Aos 40 anos, o goleiro estava sem clube desde que deixou o GD Chaves, de Portugal, durante a Copa do Mundo. No torneio, ele foi um dos destaques, especialmente no empate histórico por 0 a 0 contra a Espanha — a única equipe que conseguiu segurar os espanhóis na competição. Outro momento marcante foi contra a Argentina, quando Cabo Verde só perdeu na prorrogação após um empate no tempo normal, com Vozinha fazendo duas defesas espetaculares em chutes de Lionel Messi.
Após o Mundial, o goleiro recebeu propostas de clubes brasileiros, como Atlético-GO e Avaí, mas as negociações não avançaram. Ele afirmou que queria um time que o valorizasse esportivamente, não apenas pelo marketing. Agora, no Chile, Vozinha assinou um contrato de 18 meses e deve receber cerca de R$ 254 mil. A previsão é que ele chegue ao país sul-americano nesta terça-feira (28) para ser apresentado oficialmente.
Essa mudança forçada de identidade na camisa pode ser um desafio, mas o goleiro já mostrou que sabe superar obstáculos dentro e fora de campo. Resta saber se o Colo-Colo conseguirá a autorização especial para que o apelido que ecoou no Catar volte a brilhar.
Fonte: br.bolavip.com



