A presença de Vitor Roque no duelo decisivo com o Fluminense, pela semifinal da Libertadores, está cada vez mais distante. O atacante continua tratando uma entorse no tornozelo direito, sofrida na goleada sobre o Corinthians, e, conforme informações do jornalista do portal Lance!, ainda não deu início à transição física para o gramado. Após o triunfo sobre o Athletico-PR, Abel Ferreira foi sincero: não sabe se conseguirá contar com o camisa 9 nem ao menos no banco de reservas. Esse cenário coloca o Palmeiras diante de um desafio que transcende uma simples alteração na escalação.
A apreensão cresce na medida da importância do confronto. Depois de vencer o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, o Verdão recebe o rival na quarta-feira (21) com a vantagem do empate para chegar à final. A grande possibilidade de perder novamente seu centroavante, no entanto, força a comissão técnica a repensar as rotas para atacar. Em um jogo no qual administrar o placar será fundamental, abrir mão de ameaçar a defesa adversária pode ser um convite para o rival se sentir confortável e crescer na partida.
O aspecto físico também merece atenção pelo histórico recente do atacante. Vitor Roque já lidou com problemas na região dos tornozelos ao longo de 2026, incluindo uma cirurgia que o tirou dos gramados por cerca de três meses. Agora, a nova entorse interrompe uma sequência em que ele buscava recuperar ritmo e protagonismo. De acordo com o levantamento publicado pelo ge, o camisa 9 acumula nove gols em 37 partidas na temporada, números que evidenciam a distância em relação ao desempenho de 2025, quando balançou as redes 20 vezes em 56 jogos.
Mesmo assim, limitar sua importância à quantidade de gols seria uma análise incompleta. Vitor Roque traz mobilidade, aceleração e a capacidade de atacar as costas dos zagueiros, características que ajudam a esticar o campo e criam espaços para os companheiros. Sua movimentação também permite que o Palestra alterne ataques apoiados com investidas em profundidade. Sem ele, Flaco López pode seguir como referência central, mas vai precisar de aproximações e movimentos complementares para não ficar isolado entre os defensores do Fluminense.
Entre as alternativas, Ramón Sosa surge como um caminho para preservar parte dessa agressividade. O paraguaio tem características para explorar os espaços e atacar a última linha, embora não replique automaticamente as movimentações de Vitor Roque. Sua entrada exigiria ajustes na distribuição das funções ofensivas e na forma como a SEP aproxima os jogadores de Flaco. A questão é encontrar uma combinação que mantenha o time capaz de ameaçar mesmo sem seu atacante mais móvel.
Mauricio, por sua vez, ganhou argumentos para entrar na discussão depois de aproveitar a oportunidade contra o Athletico-PR. O meia-atacante marcou na vitória por 2 a 0 e voltou a mostrar que pode contribuir chegando à área e participando das combinações ofensivas. Sua presença, contudo, oferece uma solução diferente daquela proporcionada por Vitor Roque: em vez de reproduzir o comportamento de um centroavante móvel, pode acrescentar associações por dentro e aproximação com Flaco. A escolha dependerá do tipo de ataque que Abel pretende construir.
Outra possibilidade passa por Jhon Arias, cuja versatilidade permite ocupar espaços pelos lados e participar da construção das jogadas. O colombiano pode ajudar a aproximar o meio-campo do ataque e criar alternativas para que Flaco receba a bola em melhores condições. Em contrapartida, sua utilização exige que outros jogadores assumam parte das corridas em profundidade que Vitor Roque costuma oferecer. A substituição, nesse caso, mudaria a maneira como o time distribui seus homens no setor ofensivo.
Fonte: br.bolavip.com



