Quando um atacante cai na área, a pergunta é inevitável: foi falta legítima ou teatro? No caso de Vitor Roque e Arrascaeta, a estatística não mente: eles são os jogadores que mais levaram a arbitragem a apontar para a marca da cal desde 2022.
Um levantamento exclusivo do Bolavip Brasil coloca os dois no topo do ranking de pênaltis sofridos por atletas em atividade no país. O camisa 9 do Palmeiras e o maestro do Flamengo dividem a liderança, cada um com sete penalidades marcadas a seu favor no período analisado, que vai de 2022 a 2026.
O estudo considerou não apenas as marcações, mas também o tempo em campo de cada atleta e as situações em que os árbitros identificaram simulação e puniram com cartão amarelo.
**O empate no topo e o detalhe que faz a diferença**
Completando o pódio ao lado de Roque e Arrascaeta está Ademir, do Bahia, também com sete pênaltis sofridos. No entanto, a eficiência muda quando olhamos para os minutos jogados.
Vitor Roque precisou de apenas 5.434 minutos para chegar aos sete pênaltis. Ademir levou 6.676 minutos, enquanto Arrascaeta acumulou a mesma quantidade em 7.375 minutos em campo. Uma clara diferença na frequência com que cada um provoca a infração na área adversária.
**Confira o ranking completo dos maiores “sofredores” de pênalti:**
1. **Vitor Roque (Athletico/Palmeiras):** 7 pênaltis em 5.434 minutos
2. **Ademir (Atlético-MG/Bahia):** 7 pênaltis em 6.676 minutos
3. **Arrascaeta (Flamengo):** 7 pênaltis em 7.375 minutos
4. **Eduardo Vargas (Atlético-MG):** 5 pênaltis em 2.451 minutos
5. **Robson (Fortaleza/Coritiba):** 5 pênaltis em 3.810 minutos
6. **Marinho (Flamengo/Fortaleza/Vitória):** 5 pênaltis em 4.774 minutos
7. **Pedro (Flamengo):** 5 pênaltis em 6.854 minutos
8. **Luciano (São Paulo):** 5 pênaltis em 9.302 minutos
9. **William Pottker (Avaí):** 4 pênaltis em 2.084 minutos
10. **Flaco López (Palmeiras):** 4 pênaltis em 6.160 minutos
**Simulação: poucas punições entre os líderes, mas tendência de crescimento**
Curiosamente, entre os nomes que mais sofrem pênaltis, quase não há registros de punição por simulação. Dos dez primeiros do ranking, apenas Flaco López foi advertido com cartão amarelo por tentar cavar uma penalidade, em uma partida contra o Juventude pelo Brasileirão de 2024.
O estudo, porém, revela um aumento significativo nas advertências por simulação ao longo dos anos. Em 2022, foram apenas quatro cartões amarelos aplicados por esse motivo. Em 2025, o número disparou para 18, indicando uma fiscalização mais rigorosa por parte da arbitragem.
Os jogadores com mais cartões por simulação no período são Monsalve, Samuel Xavier e Moisés, todos com duas advertências cada.
Os dados mostram que, seja por habilidade, astúcia ou uma combinação de ambos, Vitor Roque e Arrascaeta dominam a arte de atrair faltas decisivas dentro da área. Uma qualidade que, sem dúvida, vale ouro para seus times.
Fonte: br.bolavip.com



