Villagra vira compra obrigatória no Inter: cláusula de 2.800 minutos decide

Villagra vira compra obrigatória no Inter: cláusula de 2.800 minutos decide

O Internacional está prestes a definir o futuro de Rodrigo Villagra de um jeito que tira a decisão das mãos da próxima diretoria. O volante argentino, emprestado pelo CSKA Moscou, carrega uma cláusula que obriga o Colorado a comprá-lo em definitivo caso ele alcance 2.800 minutos em campo na temporada. E a tendência, segundo apuração do Bolavip Brasil, é que ele siga no Beira-Rio em 2027.

Entre os nove jogadores com contrato apenas até o fim do ano, Villagra é a exceção. Enquanto a nova gestão precisará avaliar caso a caso quem mantém, o argentino já tem seu destino praticamente traçado pela letra fria do contrato. O caso mais claro na direção oposta é o de Matheus Cunha: o goleiro, vinculado ao Cruzeiro até 2028, saiu dos planos após a expulsão contra o Mirassol e, mesmo com opção de compra, perdeu espaço para uma eventual aquisição.

Villagra desembarcou no Beira-Rio em 21 de janeiro, por empréstimo do CSKA Moscou, com vínculo até o fim de 2026. A imprensa argentina aponta que a cessão custou 400 mil dólares ao Inter, e o acordo previa compra de 4,6 milhões de dólares por 100% do passe. O River Plate, dono de metade dos direitos, receberia 2,3 milhões de dólares se a operação se concretizar.

A chegada do meio-campista de 25 anos aconteceu depois de uma fase complicada na Rússia. Ele passou meses sem atuar, sofreu uma lesão no joelho direito com dano no ligamento colateral medial, segundo o CSKA, e só voltou aos gramados em setembro de 2025. No Inter, reencontrou a regularidade e virou presença frequente no meio-campo colorado.

O ponto central é a cláusula dos 2.800 minutos. Atingido o número, o Inter é obrigado a comprar Villagra em definitivo pelos 4,6 milhões de dólares combinados. A marca equivale a cerca de 31 jogos completos de 90 minutos, e o Colorado já disputou 31 rodadas do Brasileirão até aqui.

Em abril, a Itatiaia relatou que a tendência era de que a meta fosse batida ao longo do segundo semestre, com o argentino ocupando espaço fixo no meio-campo. A apuração do Bolavip Brasil indica que o cenário se manteve e que, entre os emprestados, ele é o único que deve ser comprado pelo clube sem depender de uma decisão da nova diretoria.

O que explica a aposta no jogador é o desempenho. Em abril, a Rádio Itatiaia mostrou que Villagra liderava o Inter em bolas recuperadas desde que virou titular, com 41 em sete jogos, além de 14 desarmes, 5 interceptações, 88% de acerto nos passes e 59% de eficiência nos duelos. Naquele momento, ele tinha 13 partidas pelo clube.

Villagra também aparece no topo de outro ranking. Em levantamento do Bolavip Brasil com dados do Sofascore, ele é o segundo jogador mais rápido do Inter no Brasileirão, com 35,7 km/h, atrás de Thiago Maia (35,9 km/h). Os dois começaram juntos o meio-campo na derrota por 2 a 0 para o Mirassol, no dia 16, no Maião.

Um fator pesa na conta do próximo ano: o limite de estrangeiros. Atualmente, o Inter tem nove, além dos garotos ganeses Denis Marfo e Benjamin. A partir de 2027, só poderão ser relacionados oito estrangeiros por partida em competições nacionais, regra que também influencia as situações de Rochet, Mercado e Félix Torres.

Como Villagra é argentino, a compra não resolve o problema do limite, e a próxima direção terá de encaixar o volante entre os oito nomes que poderão atuar. A obrigação de compra, no entanto, tira a decisão da mesa em um momento em que o clube enfrenta uma situação financeira delicada e precisa definir o destino de nove atletas com contrato até dezembro.

Villagra não deve ser opção contra o Botafogo, no sábado (24), às 16h30, no Beira-Rio, porque cumpre suspensão, segundo a cobertura da rodada anterior. A ausência, portanto, impede que ele some minutos no jogo. Restam sete rodadas até o fim do Brasileirão, e o Inter é o 17º colocado, com 32 pontos, na zona de rebaixamento.

Fonte: br.bolavip.com

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