Existe um time no Campeonato Brasileiro de 2026 que dispara mais que todo mundo — e, ao mesmo tempo, é o que menos acerta a rede proporcionalmente. Estamos falando do Vasco, claro. Em 33 partidas, o clube carioca acumulou 578 finalizações, o maior volume entre os 20 clubes da competição. Só que balançou as redes apenas 43 vezes. Traduzindo: míseros 7,4% dos chutes terminaram em gol, a pior taxa de aproveitamento de todo o campeonato.
A média vascaína é de 17,5 finalizações por jogo, número que supera com folga o RB Bragantino, segundo colocado no ranking de volume, com 568 chutes no total e 16,7 por partida. O Flamengo aparece em terceiro, com 548. Os três lideram em quantidade de arremates, mas a história muda completamente quando o assunto é eficiência: a conversão é radicalmente diferente entre eles.
Ainda em 28 de março, o Bolavip já apontava que o Vasco era o único time com mais de 100 chances criadas com bola rolando — e que a eficiência nas finalizações era o grande desafio. Pois o desafio virou estatística incômoda.
Quem converte mais e quem converte menos?
Logo atrás do Vasco na lista dos que menos aproveitam os chutes estão o Internacional, com 7,6%, e RB Bragantino e Corinthians, ambos com 7,8%. Do outro lado, no topo da eficiência, está o Flamengo, que transformou 12,96% das finalizações em gol (71 gols em 548 chutes), seguido por Palmeiras, com 11,7%, e Athletico-PR, com 11,3%.
O problema do Vasco começa na pontaria. Dos 578 chutes, apenas 173 foram no alvo (29,9%), um dos índices mais baixos do campeonato, e 166 foram bloqueados. E mesmo quando acerta o gol, o aproveitamento segue baixo: 24,9% das finalizações no alvo viram gol, a segunda pior marca do Brasileirão, melhor apenas que a do RB Bragantino (24,2%).
Por que o Vasco finaliza tanto e marca tão pouco?
O modelo de gols esperados (xG) do Brasileirão em Dados estima que as finalizações do Vasco deveriam ter rendido 53,7 gols. O time marcou 43 — ou seja, 10,7 a menos do que o esperado, a maior diferença negativa entre os 20 clubes. A segunda maior é a do Internacional, com 8,6 gols a menos do que o previsto pelo modelo.
Mais de 60% dos chutes do Vasco (349) saíram de dentro da área, e 108 foram de cabeça. O maior finalizador do time é Andrés Gómez, com 88 arremates, mais do que qualquer outro jogador do campeonato — mas ele marcou só cinco gols em 2.233 minutos. Dos 88 chutes, 25 foram no alvo, e o xG somado é de 5,4, praticamente igual ao número de gols, segundo o modelo.
Entre os atacantes, o caso mais evidente é o de Claudio Spinelli: 38 finalizações, 13 no alvo e apenas um gol em 761 minutos, com xG de 6,2. Brenner tem 20 chutes e um gol, com xG de 3,3. O Vasco também perdeu poder de fogo com as saídas de Vegetti e Rayan, que marcaram 47 gols em 2025, e investiu quase R$ 200 milhões em atacantes nos últimos dois anos, como mostrou o Bolavip em agosto.
Quem faz os gols do Vasco no Brasileirão?
Os maiores artilheiros vascaínos no campeonato têm cinco gols cada: o meio-campista Thiago Mendes e o meia Andrés Gómez. Depois vêm David, com quatro, e Facundo Colidio, José Rodríguez, Alan Lescano e Cauan Barros, com três cada. Para efeito de comparação, Kevin Viveros, artilheiro do Brasileirão, tem 21 gols.
Como está o Vasco na tabela e o que vem pela frente?
O Vasco ocupa o 13º lugar, com 41 pontos, após virar para 3 a 1 sobre o Athletico-PR, na quarta-feira (4), com gols de Aguirre (contra), Bruno Duarte e Gabriel Pereira. O time tem quatro pontos de vantagem sobre o Z-4 e ainda precisa enfrentar a Chapecoense, em 14 de novembro, às 20h30, na Arena Condá, em jogo atrasado.
Depois da Chapecoense, o Vasco recebe o Inter em 19 de novembro, às 19h30, em São Januário, visita o RB Bragantino em 22 de novembro e o Atlético-MG em 29 de novembro, e fecha contra o Vitória em 2 de dezembro.
Fonte: br.bolavip.com



