Trump define até domingo: guerra total ou acordo com o Irã

Trump define até domingo: guerra total ou acordo com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que tomará uma decisão crucial até este domingo (24) sobre o rumo do conflito com o Irã: retomar ataques militares ou firmar um acordo de paz. Em entrevista ao portal americano Axios neste sábado (23), o republicano classificou as chances de cada desfecho como um “sólido 50/50”. “Acho que uma de duas coisas vai acontecer: ou eu os destruo, ou vamos assinar um acordo que seja bom”, declarou Trump, deixando claro que a recusa de um tratado favorável levaria a uma ofensiva devastadora. A decisão será tomada após uma série de reuniões de alto nível neste fim de semana, incluindo um encontro com seus principais negociadores, Steve Witkoff e Jared Kushner, com a presença esperada do vice-presidente, J.D. Vance. Além disso, Trump programou uma teleconferência com líderes do Oriente Médio, como representantes do Egito, Jordânia e Turquia, para debater o impasse.

O que está em jogo nas negociações? A Casa Branca vai analisar um rascunho de acordo mediado pelo chefe do exército do Paquistão, Asim Munir, que deixou Teerã neste sábado após tentar costurar os termos finais com autoridades locais. Embora não tenha encontrado uma versão final do texto, Munir relatou “progresso encorajador na direção de um entendimento final”. Neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os países estão na fase final de discussões de um memorando de entendimento. Segundo o governo iraniano, o documento prevê a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, a suspensão do bloqueio naval americano e a liberação de fundos do país que estão congelados no exterior. Após essa assinatura, as nações teriam um prazo de 30 a 60 dias para detalhar o tratado.

O grande obstáculo para bater o martelo neste domingo, no entanto, é a questão nuclear. Trump tem exigido que o acordo inicial já cubra o enriquecimento de urânio e defina o destino do atual arsenal de Teerã. Por outro lado, o Irã condiciona o acordo com os EUA a um cessar-fogo no Líbano, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. A tensão entre as duas potências pode ter impactos diretos nos mercados globais, especialmente no preço do petróleo e na volatilidade das bolsas de valores. Para investidores, a decisão de Trump neste domingo é um sinal de alerta: um acordo traria alívio aos mercados, enquanto uma escalada militar poderia disparar a aversão ao risco e pressionar ativos como o dólar e o ouro. Fique de olho — o cenário geopolítico pode mudar drasticamente nas próximas horas.

Fonte: www.infomoney.com.br

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