Textodependência: o lado sombrio da SAF que o Botafogo revelou

Textodependência: o lado sombrio da SAF que o Botafogo revelou

Quando John Textor assumiu a SAF do Botafogo, o cenário parecia um conto de fadas. Em 2024, o clube carioca viveu seu auge, conquistando a Libertadores e o Brasileirão na mesma temporada — algo que só Santos e Flamengo haviam feito antes. Mas o que parecia um futuro brilhante logo mostrou suas rachaduras, expondo o que há de mais frágil no modelo de gestão baseado em um único investidor.

A estratégia de Textor foi clara: injetar dinheiro pesado para montar um elenco de alto nível, priorizando resultados imediatos. E funcionou, é verdade. Porém, essa fórmula mágica tem prazo de validade, e o Botafogo está sentindo isso na pele agora. A equipe que brigava por títulos importantes se vê hoje no meio da tabela, amargando eliminações e derrotas que geram crise interna.

O problema não foi apenas a saída de jogadores-chave, como Luiz Henrique e Almada, sem reposição à altura. Foi a dependência total de Textor, que, em vários momentos, usou o Botafogo como ponte para fortalecer o Lyon, seu outro clube. Enquanto o time francês era prioridade, o Glorioso ficava em segundo plano, com promessas de investimentos que nunca vinham ou chegavam tarde demais.

Com a troca de comando para a nova empresa, a realidade se tornou ainda mais dura. As movimentações no mercado foram modestas, e os resultados, pífios. A eliminação quase certa na Sul-Americana, sofrendo uma goleada fora de casa, e a sequência de derrotas no Brasileirão mostram que a estrutura montada por Textor era frágil, dependente de um homem só.

A passagem de Textor pelo Botafogo é um estudo de caso sobre a SAF: ela pode trazer títulos, mas também escancara os riscos de colocar o destino do clube nas mãos de um único investidor. Quando ele decide ir embora, o que sobra é um time sem identidade, sem planejamento de longo prazo e com uma torcida órfã de dias melhores. Fica a pergunta: vale a pena o fogo de palha de um título em troca de uma década de incertezas?

O futuro do Glorioso é incerto, mas uma lição fica: SAF não é sinônimo de sucesso eterno. É preciso equilíbrio entre investimento e sustentabilidade, algo que o Botafogo, infelizmente, não teve.

Fonte: br.bolavip.com

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