A poucas horas do confronto decisivo pelas quartas de final da Copa do Mundo, o técnico da Noruega, Ståle Solbakken, não escondeu que espera um cenário bem distinto do que viu contra o Brasil. E a declaração, cheia de entrelinhas, soou como uma alfinetada no estilo de jogo da Seleção Canarinho.
Nas oitavas de final, a Noruega passeou em campo contra o time de Ancelotti: venceu por 2 a 1, teve 60% de posse de bola e trocou impressionantes 683 passes. Mas Solbakken sabe que a história será outra contra a Inglaterra, que também adora ter a bola nos pés — ainda mais com o calor infernal de Miami.
“Não, não espero a mesma posse. Mas espero que haja um pequeno jogo dentro do jogo para ter a bola. Especialmente se o tempo estiver como está agora. E talvez fique ainda mais quente. Correr atrás da bola o tempo todo nessas condições é muito, muito cansativo. Inclusive quando você finalmente a recupera. Então, acho que ambas as equipes precisam ser capazes de manter a bola. Caso contrário, será um jogo muito, muito longo”, disse o treinador em coletiva nesta sexta-feira (10).
A partida entre Inglaterra e Noruega acontece neste sábado, às 18h (de Brasília), e vale uma vaga nas semifinais. Para Solbakken, o duelo será uma verdadeira batalha de paciência e resistência física.
Apesar de todo o respeito pelos ingleses — ele citou nomes como Jude Bellingham e Harry Kane —, o comandante norueguês deixou claro que sua prioridade é ver a equipe mantendo a identidade que a levou à melhor campanha da história em Copas.
“O que eu gostaria de ver é uma seleção da Noruega que jogue de acordo com as suas forças, e que sejamos nós mesmos, como fomos durante todo o torneio. Obviamente, quando você enfrenta uma equipe como a Inglaterra, que tem grandes jogadores nas pontas, tem Bellingham, Kane, eles podem marcar de várias posições. Tem uma grande dupla no meio de campo, precisamos competir ali”, afirmou.
E completou: “Precisamos defender adequadamente, mas o mais importante para mim é que sejamos nós mesmos com a bola e que a gente ouse jogar o jogo e não o ambiente ao redor, e que nos concentremos no campo, e que possamos ser nós mesmos e jogar o nosso estilo de jogo.”
Ou seja, a Noruega não vai se acovardar. E a indireta para o Brasil? Fica no ar.
Fonte: br.bolavip.com



