Autoridades sanitárias de diversos países estão em estado de atenção máxima após um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro, o MV Hondius. O vírus, que normalmente é transmitido por roedores, já causou a morte de três pessoas — um casal holandês e um cidadão alemão — e deixou outras oito com suspeita de contaminação, incluindo uma pessoa da Suíça. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, embora rara, a transmissão entre humanos pode ocorrer.
O navio atracou em Santa Helena, no Atlântico Sul, no dia 24 de abril, e todos os passageiros que desembarcaram ali foram contatados pela operadora Oceanwide Expeditions. Segundo a empresa, o grupo inclui viajantes de pelo menos 12 nacionalidades, entre eles sete britânicos e seis americanos. O primeiro caso confirmado surgiu no início de maio, e desde então as equipes de saúde correm para mapear os contatos de quem esteve a bordo.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirmou que monitora a situação de perto, mas considera o risco para a população americana extremamente baixo neste momento. Já o Departamento de Saúde Pública da Geórgia acompanha dois residentes que voltaram para casa após o cruzeiro, mas seguem sem sintomas. Na França, o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, informou que um cidadão francês teve contato com uma pessoa que adoeceu, mas também não apresenta sinais da doença.
A Oceanwide Expeditions está levantando o histórico de todos os passageiros e tripulantes desde 20 de março, data do início da viagem. O casal holandês que morreu, considerado o primeiro foco do surto, só embarcou em 1º de abril. A KLM, companhia aérea holandesa, revelou que retirou a mulher doente de um voo em Joanesburgo no dia 25 de abril, devido à piora do seu estado. Ela faleceu antes de chegar à Holanda.
De acordo com a emissora RTL, uma aeromoça da KLM que esteve em contato com a vítima foi internada em Amsterdã com suspeita de hantavírus. O Ministério da Saúde holandês não confirmou oficialmente o caso, nem a companhia aérea se pronunciou. Autoridades holandesas disseram à NOS que a tripulação e os passageiros que auxiliaram a mulher estão sendo chamados diariamente para exames.
Especialistas reforçam que o contágio é extremamente raro, mas o incidente colocou os sistemas de saúde em alerta. O rastreamento continua em andamento, enquanto o mundo observa de perto os desdobramentos desse surto inusitado.
Fonte: www.infomoney.com.br



