A Smart Fit (SMFT3) roubou a cena entre as empresas que divulgaram seus balanços do primeiro trimestre de 2026. Nesta quinta-feira (7), por volta das 10h50, as ações da rede de academias saltavam impressionantes 13,20%, cotadas a R$ 20,58. O motivo? Resultados que vieram melhores do que o mercado esperava, especialmente no lucro líquido.
A companhia registrou um lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no 1T26, um crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 672 milhões, alta de 29%, com margem expandindo de 31% para 32%. Números que, para muitos analistas, sinalizam que os dias de apreensão podem estar ficando para trás.
A XP Investimentos destacou que os resultados consolidados vieram em linha com as expectativas, mas com uma surpresa positiva no lucro líquido, impulsionada por melhores resultados financeiros e pela consolidação da Fitmaster/TotalPass no México. Os analistas da casa ressaltaram que, excluindo esse efeito para uma base de comparação mais justa, o desempenho no Brasil superou as estimativas, especialmente pelos números da TotalPass. “Os resultados sólidos do Brasil, combinados a margens ainda robustas das academias maduras, devem ajudar a endereçar as preocupações dos investidores sobre ventos contrários competitivos”, avaliaram.
O Itaú BBA também se mostrou otimista. Para o banco, este foi um balanço oportuno após meses de desvalorização dos papéis. O lucro por ação (EPS) ficou 30% acima da projeção do banco e 18% acima do consenso. Os principais motores foram custos por academia no Brasil melhores que o esperado, forte crescimento e monetização do TotalPass, e despesas financeiras significativamente menores, graças a uma gestão de passivos eficiente.
No entanto, nem tudo são flores. O Itaú BBA alertou para o declínio acelerado no número de membros por academia consolidada no Brasil, que parece ter piorado em relação ao 4T25. Esse fator continua pressionando as métricas de receita e lucro bruto das academias consolidadas. Apesar disso, a visão geral é positiva: após vários trimestres de revisões para baixo, o 1T26 pode finalmente interromper esse ciclo. A ação negocia a cerca de 10 vezes o lucro por ação projetado para 2027 e oferece um rendimento de fluxo de caixa livre pré-expansão de 17%.
Em termos de expansão, a Smart Fit abriu 51 academias no acumulado do ano, com 108 em construção e 170 contratos assinados. Isso totaliza 329 academias no pipeline, próximo do guidance de 330 a 350 para o ano. Para efeito de comparação, no 1T25 eram 398 academias. O ritmo continua forte.
O Bradesco BBI, antes mesmo da abertura do mercado, já previa uma reação positiva, com os números ajudando a reduzir preocupações de curto prazo. A mensagem é clara: a Smart Fit mostrou que tem fôlego, e o mercado parece disposto a dar um voto de confiança.
Fonte: www.infomoney.com.br


