São Paulo vota acordo com Ticketmaster em meio a crise financeira

São Paulo vota acordo com Ticketmaster em meio a crise financeira

O Conselho Deliberativo do São Paulo começa a analisar nesta terça-feira (29) o contrato com a Ticketmaster. A reunião ocorre no auditório do Morumbis, com primeira chamada marcada para 18h30 e abertura dos trabalhos às 19h. O formato é híbrido, permitindo que os conselheiros participem de forma presencial ou virtual. Após as discussões, a votação será aberta no sistema eletrônico do clube e seguirá disponível até as 17h de quarta-feira (30).

O acordo em pauta prevê R$ 110 milhões em antecipação de recebíveis, estruturados como empréstimo, além de R$ 30 milhões pela gestão do Camarote 29A ao longo de cinco anos. Para sair do papel, a operação precisa do aval do Conselho Deliberativo. A diretoria atual enxerga nessa proposta uma fonte crucial de recursos para reforçar o caixa do clube. Os R$ 110 milhões seriam devolvidos em cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.

A expectativa da gestão é pela aprovação do contrato, justamente porque o São Paulo enfrenta um período de forte aperto financeiro. Conforme apurado pelo Bolavip Brasil, a diretoria pretende usar os recursos da operação para regularizar compromissos com o elenco e outras obrigações de curto prazo. O próprio Harry Massis já defendeu publicamente a necessidade de aprovação do acordo, afirmando que, sem a operação, o clube teria dificuldades para cumprir seus compromissos.

O que está previsto no contrato com a Ticketmaster

Além dos R$ 110 milhões antecipados e dos R$ 30 milhões pelo Camarote 29A, o contrato prevê que a Ticketmaster ficará responsável pela gestão dos ingressos do Morumbis e também assumirá a administração do programa de sócio-torcedor, atualmente conduzido pela Feng. Para o museu do São Paulo, a proposta inclui ainda um investimento de R$ 6 milhões em obras de reforma.

Outro ponto importante está na forma de devolução da antecipação. O São Paulo pagará à Ticketmaster com recursos provenientes das receitas dos jogos no Morumbis, com limite de R$ 1,8 milhão por mês. Ou seja, mesmo em um mês de arrecadação elevada, o valor destinado à quitação da operação não ultrapassaria esse teto. A obrigação, porém, também existiria em períodos sem jogos ou sem receitas de bilheteria.

O contrato também provocou discussões nos bastidores porque a NewC, que participou do processo de escolha, apresentou questionamentos sobre a condução da concorrência e defendeu uma alternativa de captação que poderia chegar a R$ 500 milhões. A empresa alegou que sua proposta permitiria uma operação financeira de maior porte, mas o São Paulo sustentou que essa estrutura dependia de uma captação posterior e não correspondia a uma proposta formal equivalente à apresentada pela Ticketmaster. O Conselho chegou a criar uma comissão para analisar os questionamentos, e o parecer sobre o contrato foi elaborado com ressalvas.

Situação e oposição divergem sobre o momento da operação

A divisão nos bastidores aumentou às vésperas da votação. Conselheiros ligados à oposição passaram a trabalhar pela rejeição do contrato, defendendo que uma decisão com antecipação de receitas e compromissos financeiros de cinco anos deveria ser deixada para a próxima administração. Essa é a avaliação política desses grupos, que também sustentam que a alternativa apresentada pela NewC poderia oferecer uma estrutura de captação maior. Essas alegações, contudo, são posições da oposição e não representam uma conclusão independente sobre qual operação seria mais adequada ao clube.

A discussão ganhou ainda mais peso porque o São Paulo terá eleição presidencial no fim de 2026. Marcelo Portugal Gouvêa já oficializou sua candidatura pela oposição, mas a atual diretoria defende que não pode esperar a mudança de gestão para resolver os problemas imediatos de caixa.

Fonte: https://br.bolavip.com/sao-paulo/ticketmaster-entra-em-votacao-no-sao-paulo-em-meio-a-crise-financeira

Fonte: br.bolavip.com

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