São Paulo quita dívida de Djhordney em 3 parcelas e some do fair play

São Paulo quita dívida de Djhordney em 3 parcelas e some do fair play

O São Paulo finalmente encontrou uma saída para a pendência financeira envolvendo o volante Djhordney, joia das categorias de base que vem ganhando espaço no time principal. A diretoria tricolor fechou um acordo com o Novorizontino para renegociar o valor devido pela contratação do atleta, que girava em torno de R$ 1,1 milhão. A solução? Dividir o pagamento em três parcelas, o que tirou o clube da lista de pendências da agência de fair play financeiro da CBF, conforme apurou o Bolavip Brasil.

A situação estava travada porque o São Paulo não conseguiu honrar o pagamento dentro do prazo originalmente combinado. Em vez de desembolsar tudo de uma vez, a cúpula são-paulina sentou com os dirigentes do clube do interior paulista e costurou novas condições. O resultado foi um cronograma que reorganiza o compromisso e evita que a dívida continue aparecendo como pendência ativa no sistema de fair play financeiro.

Pelo acordo firmado, serão três pagamentos de R$ 367 mil cada, somando R$ 1,101 milhão. A primeira parcela está marcada para outubro, a segunda para novembro e a última para dezembro. A ideia do Tricolor é encerrar tudo até o fim do ano e dar um ponto final nessa história com o Novorizontino. Claro que a regularização só se concretiza se o cronograma for cumprido à risca.

Vale destacar que a renegociação mostra como uma pendência financeira pode ser resolvida na base da conversa entre os clubes, sem a necessidade de quitar o valor total de imediato. O São Paulo buscou o Novorizontino para alinhar condições que coubessem no seu planejamento de caixa, e o parcelamento foi aceito pelas duas partes, que agora têm um calendário definido para a conclusão do compromisso.

Se tudo correr como previsto, outubro marca o início da execução do acordo, seguido por mais R$ 367 mil em novembro e o mesmo valor em dezembro. O modelo dá ao São Paulo mais fôlego para organizar os desembolsos, enquanto o Novorizontino passa a contar com datas certas para receber o que lhe é devido.

Aqui cabe um esclarecimento importante sobre o termo transfer ban. O caso envolvendo o Novorizontino foi resolvido por meio de um acordo de pagamento e, segundo a apuração, a pendência já não consta nos registros da agência de fair play financeiro da CBF. Portanto, não faz sentido tratar essa dívida como se ainda fosse uma restrição ativa nos mesmos moldes do bloqueio imposto pela FIFA no caso dos antigos agentes de Galoppo.

E por falar nisso, o São Paulo ainda tem outras obrigações financeiras no radar, incluindo a dívida com os antigos representantes de Giuliano Galoppo, que gerou um transfer ban da FIFA. Nesse processo, o clube trabalha com a promessa de pagamento até novembro para evitar consequências maiores. Essa situação é completamente independente do acordo com o Novorizontino e não deve ser confundida com a regularização da pendência ligada a Djhordney.

No caso do volante, o ponto central é que a renegociação abriu um caminho para o pagamento e retirou a pendência dos registros mencionados na apuração. Isso não quer dizer que o valor já foi integralmente quitado: o acordo prevê três parcelas, com vencimentos em meses consecutivos. A conclusão definitiva depende do cumprimento de cada uma delas. Fica a lição: às vezes, negociar é mais inteligente do que tentar engolir o prejuízo de uma vez só.

Fonte: br.bolavip.com

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