O São Paulo vive um momento de definição na Copa Sul-Americana. Após a derrota por 1 a 0 na Bombonera, o Tricolor precisa mostrar uma cara completamente diferente no jogo de volta para seguir vivo na competição. E o técnico Dorival Júnior já sabe exatamente onde o time precisa evoluir: circulação de bola, aproximação entre os jogadores e, principalmente, agressividade para furar a defesa argentina.
A vantagem construída pelo Boca Juniors em casa não significa que o confronto esteja decidido. Muito pelo contrário. O São Paulo até criou boas chances na Argentina, finalizou mais que o adversário e teve momentos de bom futebol. O que faltou foi transformar todo esse volume em gol — e isso precisa mudar no Morumbis.
Dorival não escondeu a insatisfação com alguns aspectos da atuação. Para ele, faltou tranquilidade quando a equipe tinha a posse de bola. O time encontrou dificuldades para acelerar as jogadas e aproximar os atletas em momentos-chave da partida. Em suas palavras: “Faltou, talvez, um pouco mais de tranquilidade de quando tínhamos a bola. Poderíamos ter tido um pouco mais de criação, de aproximação, de troca de passes… Isso, sim. A nossa equipe está acostumada a jogar dessa maneira. Talvez tenha faltado força máxima em determinados momentos.”
Essa análise aponta para o principal desafio do São Paulo na partida decisiva. Com a obrigação de buscar o resultado, o time não pode se contentar com cruzamentos na área ou chutes de longa distância. Será preciso encontrar espaços, movimentar a defesa adversária e criar situações claras de gol com muito mais frequência.
A tendência é que o São Paulo entre em campo com uma postura muito mais ofensiva. A matemática é simples: vencer por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis; por dois ou mais, garante a classificação no tempo normal. Mas isso exige intensidade desde o apito inicial, sem abrir mão do equilíbrio defensivo.
O Boca mostrou na Bombonera que sabe aproveitar os erros do adversário. Se o São Paulo se lançar ao ataque de forma desorganizada, pode pagar caro. Por isso, a comissão técnica trabalha nos detalhes para que o time consiga transformar a posse de bola em ações mais objetivas, sem perder a consistência atrás.
Dorival também ressaltou que o Boca não criou tantas oportunidades claras durante o jogo. Ou seja, o problema não está apenas em anular o adversário — está em aumentar a capacidade do próprio São Paulo de produzir ofensivamente. O time precisa ser mais incisivo, mais presente na área rival e mais eficiente nas finalizações.
O palco da decisão será o Morumbis, na próxima terça-feira (15), às 21h30, com a torcida empurrando o time desde o início. Esse fator pode fazer a diferença. O São Paulo precisa repetir os bons momentos da Bombonera, mas com uma dose extra de intensidade, aproximação e agressividade.
A margem para erros é mínima. O Boca vem para administrar a vantagem, se defender e tentar um contra-ataque fatal. Se o Tricolor conseguir circular a bola com mais velocidade, aproximar os jogadores e pressionar a saída de bola argentina, tem totais condições de buscar a virada. Caso contrário, a vantagem mínima construída em Buenos Aires pode ser suficiente para eliminar o sonho são-paulino na competição.
Agora é o momento de o São Paulo mostrar sua verdadeira força. Dorival sabe que não precisa reinventar o time — precisa apenas executar o plano em um nível mais alto. E é exatamente isso que a torcida espera no Morumbis.
Fonte: br.bolavip.com



