O São Paulo traçou uma meta ousada: até 16 de novembro, quer zerar a dívida com os antigos agentes de Giuliano Galoppo que gerou um novo transfer ban da FIFA. A informação é do Bolavip Brasil, apurada com fontes ligadas ao clube. A diretoria aposta em uma fatia do contrato com a Ticketmaster para quitar a pendência, honrar compromissos de curto prazo e colocar a casa em ordem com os atrasados dos jogadores.
O bloqueio veio por causa da contratação de Galoppo, que vestiu a camisa tricolor entre 2022 e 2025. Enquanto o débito não for pago, o clube não pode registrar novos atletas. O imbróglio envolve os antigos representantes do meio-campista e vira mais um capítulo financeiro delicado na gestão de Harry Massis, que precisa equilibrar salários do elenco e outras obrigações.
Com a janela fechada, o impedimento não trava inscrições neste instante. Mas o relógio corre e a preocupação é outra: a FIFA prevê dedução de até seis pontos caso o São Paulo não cumpra a determinação no prazo. Por isso, a promessa de pagamento em novembro é estratégica — libera o clube no mercado e, principalmente, evita uma punição esportiva mais severa.
A data de 16 de novembro está atrelada à expectativa de receber uma parcela de R$ 110 milhões do acordo de antecipação financeira com a Ticketmaster. Fontes ouvidas pelo Bolavip Brasil garantem que o São Paulo promete ter o dinheiro disponível até lá. A diretoria enxerga esse aporte como essencial para aliviar a pressão no caixa.
O plano é mais amplo do que apenas quitar o débito do transfer ban. O clube quer usar os recursos para pagar atrasados com jogadores e resolver outras dívidas de curto prazo. A prioridade inclui regularizar os compromissos com o elenco em meio às dificuldades financeiras. A promessa interna é atacar várias frentes, não só o processo na FIFA.
Só que o dinheiro ainda precisa cair na conta. A expectativa informada não é confirmação de pagamento realizado nem de dívida resolvida. Até que a transferência seja quitada e o pagamento reconhecido no processo, o São Paulo segue sujeito às consequências da decisão. A gestão trabalha com a previsão de novembro, mas o desfecho depende da execução do cronograma financeiro.
O risco de perder seis pontos aumenta a pressão sobre a diretoria. A FIFA prevê a possibilidade de dedução caso a pendência não seja quitada no prazo. O cenário ganhou peso porque o clube disputa a reta final do Campeonato Brasileiro e não pode encarar a punição como um simples impedimento para contratar. O transfer ban já restringe registros, mas a eventual perda de pontos seria uma consequência esportiva adicional e bem mais grave.
Há, porém, uma discussão jurídica sobre quando essa perda de pontos seria aplicada. Especialistas em direito desportivo ouvidos pela reportagem apontam que a dedução poderia incidir sobre o campeonato seguinte, em vez de alterar a classificação da edição atual.
Fonte: br.bolavip.com



