O São Paulo já está de olho no futuro e enxerga na garotada da base um caminho promissor para colher resultados lá em 2027. Com os jovens ganhando cada vez mais espaço no dia a dia do profissional, Dorival Júnior vem montando um leque de opções para o clube. Só que esse trabalho tem dois cenários possíveis: se ficar no comando, o treinador poderá usufruir da evolução desses atletas; se sair, deixará para o sucessor um grupo de garotos que já começou a receber oportunidades e a se adaptar ao ambiente profissional.
A permanência de Dorival segue em aberto e depende de vários fatores. A eleição presidencial, o desempenho do São Paulo no fim do Brasileirão e a própria avaliação do técnico serão decisivos para o cenário de 2027. Por isso, cravar a continuidade dele ainda é precipitado, mesmo que a tendência pessoal seja cumprir o contrato e dar sequência ao trabalho. Nesse contexto, o desenvolvimento dos jovens é uma frente de planejamento que beneficia o clube independentemente de quem esteja no comando.
Entre os nomes que vêm se destacando, Djhordney chama atenção pela evolução e pelo impacto das chances recebidas. O crescimento do jogador tem gerado comparações com André, do Corinthians, especialmente pela forma como Dorival e sua comissão podem contribuir para a evolução de atletas jovens em posições parecidas. Gustavo Santana também vem aproveitando as oportunidades, enquanto o trabalho com Osório segue pautado pela confiança e pela ideia de respeitar o processo de amadurecimento de cada um.
Dorival não quer queimar etapas com os jovens do São Paulo
Apesar da evolução de alguns nomes, o São Paulo não pretende acelerar de forma indiscriminada a formação de todos os atletas. O momento do clube pede cautela, tanto pelo cenário político quanto pelas dificuldades enfrentadas dentro de campo ao longo da temporada. Depois de um período complicado, a equipe vem mostrando sinais de melhora, mas a comissão técnica entende que os jovens precisam receber oportunidades de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada um. Por isso, alguns ganham mais espaço, enquanto outros seguem em preparação antes de assumir responsabilidades maiores.
Osório é um exemplo desse planejamento. Embora não esteja sendo muito utilizado recentemente, o defensor continua contando com a confiança da comissão técnica. A ideia não é descartar o jogador, mas evitar que ele seja exposto antes de estar preparado para lidar com as exigências do futebol profissional. A avaliação interna é de que o atleta tem potencial e precisa continuar evoluindo, sem que a falta de oportunidades imediatas seja interpretada como perda de confiança por parte de Dorival.
A estratégia também envolve manter os jovens próximos do elenco principal mesmo quando não são relacionados para as partidas. Lucca, Ryan Francisco, Nicolas e Igor Felisberto treinam com os profissionais e, quando não são convocados, descem para atuar pelo sub-20. Assim, continuam inseridos na rotina do clube e conseguem manter o ritmo de competição, em vez de passar períodos sem jogar. O planejamento permite que a comissão técnica acompanhe a evolução dos atletas e decida quando cada um estará pronto para receber novas oportunidades.
Jovens podem deixar legado de Dorival mesmo se treinador sair
Quando descem para atuar pelo sub-20, esses jogadores também cumprem uma rotina de trabalho em dois períodos. O cronograma busca conciliar a participação nos treinamentos do elenco principal com a necessidade de ganhar experiência em partidas das categorias de base. A estratégia reforça que o desenvolvimento não depende apenas de convocações para o profissional: a minutagem, a sequência de jogos e a adaptação ao ambiente competitivo fazem toda a diferença na formação de um atleta.
Fonte: br.bolavip.com



