Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo, apresentou um panorama detalhado da situação financeira do clube em relação aos pagamentos do elenco. A boa notícia é que os salários registrados em carteira (CLT) estão em dia, com os valores de janeiro e fevereiro já quitados integralmente. A prioridade da gestão de Harry Massis é manter essa regularidade.
Os salários via CLT seguem um cronograma rígido: são depositados sempre no quinto dia útil de cada mês. Já os direitos de imagem, que eram uma fonte de atrasos, passam a ter uma nova data de pagamento: todo dia 30.
Para resolver os débitos acumulados de 2023, principalmente os direitos de imagem de outubro, novembro e dezembro, o clube fechou um acordo com os jogadores. Os valores atrasados serão parcelados em dez vezes, de março a dezembro deste ano. Cada pagamento mensal incluirá o valor corrente do mês mais uma parcela do acordo.
Rui Costa e o gerente de futebol Rafinha lideraram as conversas transparentes com o elenco, que aceitou a proposta. O parcelamento, embora não seja o cenário ideal, é visto como um passo concreto para reorganizar o fluxo de caixa e evitar novos atrasos.
Este ajuste faz parte de um plano maior de austeridade. A gestão iniciou cortes de despesas, incluindo demissões na alta administração, com o objetivo de economizar cerca de R$ 4 milhões até o final de 2026. Apesar de parecer modesto perto da dívida total do clube, estimada em R$ 912 milhões, a medida reforça o discurso de controle financeiro.
O grande desafio permanece sendo a regularização total dos direitos de imagem, onde os atrasos chegaram a dois ou quatro meses, situação mais complexa para os jogadores estrangeiros devido a burocracias fiscais. A diretoria acredita que o cumprimento do novo cronograma ao longo de 2024 será crucial para manter a estabilidade e o bom ambiente no vestiário.
Fonte: br.bolavip.com



