A gestão de Marcelo Teixeira no Santos deixou um rastro de cifras astronômicas e decisões questionáveis. Segundo o parecer do Conselho Fiscal referente ao primeiro semestre, a dívida do clube alcançou R$ 1,2 bilhão. Parte desse rombo tem explicação direta: contratações caríssimas que pouco ou nada entregaram dentro das quatro linhas.
Um dos casos mais emblemáticos é o do atacante Moisés. O Peixe desembolsou R$ 15,6 milhões para tirá-lo do Fortaleza em fevereiro deste ano — valor bem acima dos cerca de R$ 12 milhões que a imprensa noticiou na época. O jogador assinou por três temporadas, mas a contratação foi um pedido direto de Vojvoda, técnico que já não está mais no comando. A dupla Alexandre Mattos e Marcelo Teixeira ignorou uma máxima do futebol: contratar por indicação exclusiva de treinador raramente dá certo. E não deu.
Aos 30 anos, Moisés acumulou apenas 21 partidas pelo Santos e balançou as redes três vezes. O último gol foi em 11 de abril, contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão. Desde então, perdeu espaço com Cuca e, após os reforços da janela do meio do ano, sequer aparece no banco de reservas. Um investimento milionário que virou peso morto no elenco.
Na janela de transferências recente, o Peixe quase conseguiu amenizar o prejuízo. O FC Tokyo, do Japão, fez uma proposta de empréstimo e o Santos deu sinal verde. Moisés, porém, recusou deixar a Baixada Santista. O clube segue pagando caro por uma aposta que não se sustentou.
E Moisés está longe de ser o único erro. O atacante Billal Brahimi disputou apenas uma partida pelo Alvinegro Praiano antes de rescindir no meio do ano — hoje ele está no Le Mans, da França. O custo dessa passagem relâmpago: R$ 4,6 milhões aos cofres santistas.
Outro exemplo é o lateral-direito Mayke. Ele chegou sem custos de direitos econômicos, mas o balanço aponta um gasto de R$ 6 milhões, valor que pode incluir comissões e luvas. Dentro de campo, conviveu com um problema crônico no joelho esquerdo e nunca engatou sequência. O estopim veio em 17 de maio, na derrota por 3 a 0 para o Coritiba na Neo Química Arena: Mayke foi muito vaiado e deixou o gramado com apenas 40 minutos. Depois disso, rescindiu na Justiça do Trabalho por atrasos salariais.
A lista de contratações que não justificaram o investimento é extensa. Confira os valores divulgados no balanço:
Thaciano – R$ 29,3 milhões
Alexis Duarte – R$ 28,9 milhões
Zé Rafael – R$ 24 milhões
Tiquinho Soares – R$ 12,5 milhões
Patrick – R$ 7,2 milhões
O cenário é claro: enquanto a dívida ultrapassa a casa do bilhão, o Santos segue acumulando contratações de alto custo e baixo retorno. A gestão de Marcelo Teixeira e Alexandre Mattos tem muito a explicar — e o torcedor, mais uma vez, paga a conta.
Fonte: br.bolavip.com



